A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Apesar de ter diagnóstico simples e tratamento eficaz, a doença ainda preocupa autoridades de saúde por causa do aumento de casos e do risco de complicações graves quando não tratada adequadamente.
A transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo com uma pessoa infectada. Também pode acontecer por transfusão de sangue contaminado — situação atualmente rara devido aos protocolos de triagem — e da mãe para o bebê durante a gestação ou no momento do parto, caracterizando a sífilis congênita. Nesse último caso, as consequências podem ser severas, incluindo má-formação do feto, aborto espontâneo ou até a morte do recém-nascido.
Os sintomas variam conforme a fase da doença. Cerca de dez dias após o contágio, podem surgir feridas indolores nos órgãos genitais ou na boca, que desaparecem espontaneamente semanas depois, mesmo sem tratamento. Essa aparente melhora não significa cura. Até um mês após a infecção, é comum o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo, especialmente nas mãos e nos pés, além de febre e dores musculares. Assim como na fase inicial, os sintomas podem regredir, dando a falsa impressão de resolução.
Quando não tratada, a sífilis pode evoluir ao longo dos anos e comprometer órgãos vitais. Em estágios avançados, pode causar demência, alterações neurológicas e graves problemas cardíacos. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.
A prevenção inclui o uso de preservativo em todas as relações sexuais e o acompanhamento adequado durante a gravidez, com a realização de exames no pré-natal. O tratamento é feito com antibióticos e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Informação e prevenção continuam sendo as principais armas contra a doença.
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