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A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica rara, de origem autoimune, que pode provocar fraqueza muscular progressiva e, em casos mais graves, levar à paralisia e ao comprometimento da respiração. De acordo com dados médicos, a condição atinge, em média, uma pessoa a cada 100 mil habitantes.
O problema ocorre quando o próprio sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos. Em geral, o quadro é desencadeado após infecções virais ou bacterianas. Algumas dessas infecções possuem proteínas semelhantes às da bainha de mielina — camada que envolve e protege as fibras nervosas. Ao produzir anticorpos para combater o agente invasor, o organismo acaba também agredindo essa estrutura, essencial para a transmissão dos impulsos nervosos.
Esse ataque gera um intenso processo inflamatório que danifica a bainha de mielina, bloqueando ou reduzindo a passagem dos estímulos nervosos, principalmente nos nervos motores. Como consequência, o paciente começa a sentir fraqueza muscular, que normalmente se inicia nas pernas e pode se espalhar para braços, tronco e face. Em situações mais severas, a paralisia pode atingir os músculos respiratórios, tornando necessário suporte médico imediato.
Entre os sintomas mais comuns estão dor nos membros, alterações da pressão arterial, taquicardia, constipação intestinal, retenção urinária e, em alguns casos, paralisia total dos membros. O comprometimento da musculatura da face e da respiração é um dos sinais de alerta para internação e monitoramento intensivo.
O diagnóstico é feito principalmente de forma clínica, a partir da observação da evolução dos sintomas, com apoio de exames laboratoriais e neurológicos. Quanto mais cedo a síndrome é identificada, maiores são as chances de evitar complicações graves.
O tratamento é voltado para o controle dos sintomas e para a redução dos danos motores, já que não existe uma cura específica para a doença. Apesar de muitos pacientes se recuperarem ao longo do tempo, entre 5% e 10% permanecem com sequelas motoras ou sensitivas incapacitantes, segundo estimativas médicas.
Especialistas reforçam que fraqueza muscular súbita e progressiva nunca deve ser ignorada. A procura imediata por atendimento pode ser decisiva para preservar funções vitais e melhorar o prognóstico.
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