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Site publica cartas de Natalie Harp a Trump: 'O senhor é tudo o que importa para mim'

A assistente de Donald Trump, Natalie Harp, teria enviado cartas ao presidente dos Estados Unidos em 2023, nas quais o descreve como seu "guardião" e "protetor" e afirma que ele é "tudo o que importa para ela".

As supostas cartas foram divulgadas pelo site americano Daily Beast na quinta-feira, 20. O nome de Natalie ganhou notoriedade na última semana após a revelação de que ela estava entre as poucas pessoas que acompanharam Trump quando ele foi retirado do Air Force One na Turquia e colocado em um avião secreto por conta do alerta de um possível ataque iraniano à aeronave presidencial.

Segundo o Daily Beast, as cartas foram escritas durante ou depois de uma viagem que Natalie e Trump fizeram aos campos de golfe do republicano em Aberdeen e Turnberry, na Escócia, e Doonbeg, na Irlanda, em 2023, um ano antes de o republicano ser eleito para seu segundo mandato.

O site afirmou que as anotações foram entregues ao autor Michael Wolff enquanto ele escrevia o livro "All or Nothing", que relata os bastidores da campanha de Trump em 2024.

Wolff, por sua vez, disse no podcast Inside Trump's Head que recebeu o material de fontes da campanha de Trump preocupadas com a proximidade entre Natalie e o presidente. Segundo ele, as cartas foram encontradas em meio às pilhas de impressões que a assistente entregava a Trump.

Ao Daily Beast o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, disse que Natalie é "uma das assessoras mais leais e dedicadas" de Trump.

Em uma das cartas, Natalie pede desculpas a Trump. "Achei que tinha sido a única deixada para trás ontem à noite e não fazia ideia de que o carro da Margo também havia sido parado e mandado de volta para o aeroporto", escreveu Natalie, em referência à assessora de comunicação da Casa Branca, Margo Martin, que, segundo o Daily Beast, também estava na viagem.

"Como eu estava sozinha na van, do lado de fora da alfândega, sem meu passaporte, entrei em pânico e deveria simplesmente ter ligado para o Serviço Secreto em vez de ligar para o senhor", acrescentou. Depois, ela volta a pedir desculpas, dessa vez por ter caminhado nos campos de golfe em vez de utilizar um carrinho, e afirma ter recebido essa orientação de uma pessoa que trabalhava no local. "Se houver qualquer outra coisa que eu tenha feito para lhe causar problemas, por favor, me perdoe."

Ao longo da carta, Natalie relata que estava distraída durante a semana, esquecendo-se de comer e dormir, e que se sentia presa à dor de perder o pai, Robert Harp, que tirou a própria vida em 2020.

"Comecei a deixar que os comentários de pessoas que antes não me incomodavam me afetassem - não porque me importe com o que os outros pensam, mas porque vejo minha imagem ser diminuída aos seus olhos e perder sua boa opinião sobre mim", escreveu a assessora.

Natalie afirma que não quer trazer "nada além de alegria" para a vida de Trump nem decepcioná-lo. "Quero que as coisas estejam sempre bem entre nós", disse. "O senhor é tudo o que importa para mim." A assessora também chama Trump de "guardião" e "protetor".

Na segunda carta, Natalie relata que o presidente a obrigou a se "desconectar". "Podíamos estar no campo, sem máquinas, e até esquecer que horas eram! Eu não precisava ser a 'Impressora Humana'", escreveu ela, em referência ao apelido que ganhou por seguir o presidente com uma impressora portátil para poder entregar-lhe informações impressas.

Ela volta a citar que se esquecia de comer e dormir e diz que estava começando 'a invejar aquelas cujo único 'trabalho' parece ser conversar" com Trump e "estar bonitas". "Eu quero esse trabalho!"

A assistente também afirma sentir saudade da época em que apresentava um talk show e recebia ligações de Trump para conversar "sobre tudo e sobre nada", apesar de relatar que "odiava" esse emprego. "Quero voltar a ter essa sintonia. Não deveríamos ter que falar de trabalho o tempo todo", disse.

Natalie relata que precisa "criar uma versão melhor" de si mesma, que deixará Trump "orgulhoso". "E, por favor, quando eu falhar, o senhor vai me dizer? O senhor tem todo o direito de me dar uma bronca, se necessário, quando eu merecer, porque ninguém me conhece ou se importa comigo mais do que o senhor", acrescentou.

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