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Diário de Notícias

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SP: número de mulheres vítimas de feminicídio em janeiro é recorde para o mês

O Estado de São Paulo registrou um recorde de feminicídios em janeiro de 2026. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), foram 27 casos no mês, cerca de um por dia ou um a cada 27,5 horas.

Na comparação com o mesmo período nos anos anteriores, os dados deste ano ultrapassam janeiro de 2024, quando o território paulista somou 25 feminicídios ao todo (veja o gráfico abaixo).

Procurada, a SSP-SP informou que a secretaria da segurança "tem intensificado operações policiais" para combater os crimes de violência contra a mulher, e que mais de 2 mil homens, apontados como agressores, foram detidos nos últimos três meses.

Em entrevista recente ao Estadão, o secretário de Segurança do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves, conhecido como delegado Nico, destacou que, sob sua gestão, os crimes contras as mulheres serão uma prioridade.

Os números indicam uma continuidade na onda de violência contra as mulheres em São Paulo: em 2025, o Estado atingiu o maior patamar da série histórica para este tipo de crime no decorrer de um ano, com 266 ocorrências.

Dos 27 feminicídios registrados no primeiro mês deste ano, a maioria - 21 ocorrências - foi relatada no interior. Das demais, cinco se concentraram na capital, enquanto uma nos demais municípios da Grande SP.

É o terceiro janeiro consecutivo que o Estado registra uma quantidade de feminicídios superior a 20 dentro dos 31 dias do mês. Em 2024, como já citado, foram 25 casos, e, no ano passado, foram 22.

Os dados de feminicídio são apresentados pela secretaria desde 2018 e, desde então, os números de janeiro só haviam atingido o patamar de duas dezenas em 2022, com 20 feminicídios.

Em nota, a SSP-SP cita o aplicativo SP Mulher Segura Conecta e a Cabine Lilás como ferramentas de combate à violência contra a mulher, e afirma que o Estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 173 Salas DDM 24 horas.

"Entre 2024 e 2025, os atendimentos resultaram em aumento de 17,5% na concessão de medidas protetivas e de 12,5% nos registros de boletins de ocorrência", disse a pasta, que destacou ainda a disponibilidade de 1.250 tornozeleiras eletrônicas disponíveis para casos de violência doméstica.

"Caso o agressor se ausente da cidade ou se aproxime do endereço da vítima, alertas são automaticamente emitidos e viaturas são deslocadas de imediato", diz a secretaria.

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