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A Polícia da Suíça disse nesta segunda-feira, 5, que todas as vítimas do incêndio na véspera de Ano Novo em um bar na estância alpina suíça de Crans-Montana, foram identificadas. A tragédia deixou 40 mortos e 116 feridos.
A polícia do cantão de Valais, no sul do país, revisou, em um comunicado, o número inicial de feridos de 119 para 116, e explicou que três feridos que deram entrada em emergências hospitalares na noite da tragédia tinham sido associados por engano à tragédia.
As autoridades acrescentaram que 83 pessoas permanecem internadas. Os feridos com queimaduras mais graves foram transferidos para centros de queimados na Suíça, Alemanha, França, Itália e Bélgica.
A grande maioria dos feridos é de suíços, seguidos de franceses e italianos. A polícia acrescentou que não daria mais informações sobre a identidade dos feridos "por respeito às famílias".
O golfista italiano Arthur Brodard, de 16 anos, foi a única vítima que teve a identidade divulgada. As autoridades suíças afirmaram que o processo de identificação foi particularmente difícil devido à gravidade das queimaduras, exigindo o uso de amostras de DNA.
No domingo, 4, centenas de pessoas marcharam em silêncio para homenagear as vítimas. A manifestação foi marcada por forte emoção e muito frio - temperaturas beiravam os -9°C.
"Acredito que, diante dessa tragédia, devemos nos lembrar de que somos todos irmãos e irmãs na humanidade", disse Véronique Barras, uma moradora local que conhece famílias enlutadas. "É importante nos apoiarmos mutuamente, nos abraçarmos e seguirmos em frente rumo à luz."
Cathy Premer contou que sua filha estava comemorando seu aniversário de 17 anos no dia 31 de dezembro quando ligou de madrugada dizendo que estava presa porque o Le Constellation estava isolado por uma corda.
"Para os jovens - mas até para os adultos - é difícil entender coisas que parecem inexplicáveis", disse ela. "Eles foram lá para festejar, é um destino popular para o dia 31 de dezembro, é um lugar muito festivo, havia pessoas de muitas nacionalidades... e tudo se transformou em uma tragédia."
Investigação criminal
As autoridades suíças abriram uma investigação criminal contra os gerentes do bar. Os dois são suspeitos de homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso, disse a procuradora-chefe da região de Valais, Beatrice Pilloud, a jornalistas no sábado. O anúncio da investigação não divulgou os nomes dos gerentes.
Investigadores disseram na sexta-feira que acreditam que velas acesas sobre garrafas de champanhe iniciaram o incêndio ao se aproximarem demais do teto do bar lotado.
As autoridades planejavam investigar se o material de isolamento acústico no teto estava em conformidade com as normas e se o uso de velas no bar era permitido. Os oficiais disseram que também analisariam outras medidas de segurança no local, incluindo extintores de incêndio e rotas de fuga. O presidente suíço, Guy Parmelin, anunciou um dia de luto nacional pelas vítimas em 9 de janeiro.
*Com agências internacionais.
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