O Ministério da Saúde apresentou a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde. Instalada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a estrutura acompanha, durante 24 horas, os sinais vitais de pacientes internados em hospitais públicos de seis capitais brasileiras.
Nesta primeira etapa, 60 leitos de terapia intensiva estão conectados à central. As unidades ficam em Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Informações como frequência cardíaca, pressão arterial e nível de oxigênio são transmitidas em tempo real.
A plataforma reúne dados enviados por monitores cardíacos, ventiladores mecânicos e bombas de infusão. Quando os profissionais da central identificam alterações que podem indicar a piora de um paciente, as equipes do hospital responsável são acionadas por telefone ou videoconferência.
A tecnologia funciona como uma camada adicional de acompanhamento e não substitui médicos, enfermeiros ou outros profissionais. A decisão sobre o tratamento permanece sob responsabilidade da equipe presente ao lado do paciente.
A proposta também prevê o uso de inteligência artificial para reconhecer padrões e antecipar possíveis complicações clínicas. Para isso, os dados coletados serão padronizados e anonimizados, permitindo a elaboração de protocolos mais precisos de atendimento.
A expectativa é ampliar o projeto para 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o monitoramento integrado poderá reduzir complicações e o tempo de internação, além de aumentar a disponibilidade de leitos no SUS.
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