A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) defendeu nesta sexta-feira, 22, uma definição rápida da chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O arranjo ainda envolve duas pendências: a escolha do vice e a disputa pela segunda vaga ao Senado, pleiteada pelos ex-ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede).
"É só se conversarem, ajeitar", afirmou a parlamentar em coletiva de imprensa após participação em painel do Fórum Esfera 2026, em Guarujá (SP). "O mais importante é que a gente entenda que é uma eleição difícil aqui em São Paulo e que acho que a gente não pode correr o risco da política perder o tempo do que acontece na rua."
Tabata afirmou que a demora na definição da chapa atrapalha a pré-campanha de Haddad, uma vez que as agendas já começaram e os eleitores cobram clareza sobre quem será o vice e quem disputará o Senado. Segundo ela, o atraso pesa ainda mais porque o campo adversário já tem esse arranjo definido.
A parlamentar disse que a discussão vem sendo conduzida de forma respeitosa com todos os envolvidos. Ela afirmou ter admiração e carinho por Marina Silva, com quem esteve no evento, e disse defender uma composição em que todos tenham espaço.
O próprio Haddad afirmou na quinta-feira, 21, em coletiva em Osasco (SP), que gostaria que a chapa já estivesse definida. Até agora, as únicas definições são o nome do petista para o governo e o da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) para uma das vagas ao Senado, se não ocorrerem modificações.
Já a chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) está definida. A composição prevê a manutenção do vice Felício Ramuth, agora no MDB após deixar o PSD de Gilberto Kassab em meio a atritos sobre sua vaga, e as pré-candidaturas ao Senado do deputado federal Guilherme Derrite (PP) e do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL).
*Os repórteres viajaram a convite do Esfera Brasil.
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