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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 27, em Sorocaba (SP), que a candidatura do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está se "consolidando rapidamente". Segundo Tarcísio, o candidato do bolsonarismo nas eleições presidenciais deste ano não deve mudar.
"Eu não creio que vai mudar. Acho que está se consolidando rapidamente. Ele tem o nome Bolsonaro, que é muito forte, e está preenchendo esse espaço", disse o governador. "Eu acredito que essa questão está decidida."
O chefe do Executivo paulista reiterou que, desde 2023, "mantém o mesmo posicionamento" e segue focado na reeleição no Estado, sem qualquer mudança de rota. Segundo Tarcísio, trata-se de uma convicção baseada na necessidade de retribuir a confiança depositada pela população paulista, especialmente diante de experiências passadas que deixaram "cicatrizes" quando houve movimentos em sentido contrário, referindo-se a governadores paulistas que deixaram o Estado para tentar a Presidência. Ele também destacou as entregas que seu governo fará num eventual segundo mandato.
Nesse contexto, o governador rechaçou as notícias recentes que apontaram um suposto desconforto com o clã Bolsonaro após o cancelamento da visita ao ex-presidente na Papuda, em Brasília (DF), na última quinta-feira, 22. Tarcísio afirmou que sua relação com a família Bolsonaro "sempre foi muito boa e continua ótima".
"Pelo contrário, todas as conversas que nós tivemos foram ótimas. A gente tem que ter cuidado hoje, porque muita notícia acaba chegando à mídia sempre do mesmo jeito: 'fontes palacianas'", afirmou. "Quando dizem 'aliados do governador falaram isso', eu quero saber quem é esse aliado, porque ele tem uma criatividade fértil. Então não houve nada disso."
Tarcísio, que deve visitar Bolsonaro na prisão nesta quinta-feira, 29, às 11 horas, afirmou que a conversa deverá ser leve e que irá encontrar um "amigo". Segundo o governador, a intenção é saber como o ex-presidente está, se precisa de algo, e demonstrar apoio, além de levar as mensagens de carinho e os "milhares de abraços" que diz receber diariamente em solidariedade a Bolsonaro.
"Vou mostrar para ele que a gente aqui fora está trabalhando para mudar essa situação, para que ele possa voltar para a sua casa, para junto da sua família, que é um objetivo nosso, e do qual a gente não vai descansar", continuou. "(Vou) dizer 'olha, conta com a gente', mostrar o apreço que a gente tem por ele. Basicamente, é nessa linha."
O chefe do Executivo paulista também voltou a criticar o PT. Segundo ele, o País vive uma "falência moral" grave e sem precedentes, com reflexos sobre as instituições, que estariam "padecendo". Nesse contexto, afirmou considerar fundamental derrotar o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob o argumento de que o projeto apresentado pelo partido para o Brasil estaria esgotado e não teria mais nada a oferecer, sob risco de o País continuar "patinando".
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