O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem em estudo 15 projetos no Brasil relacionados a minerais críticos e terras raras. Em toda a América Latina, o grupo estima, para os próximos anos, um pipeline de US$ 6 bilhões para financiamento do setor, disse nesta segunda-feira, 10, o presidente da instituição, Ilan Goldfajn. Conforme a demanda, a cifra pode chegar a US$ 12 bilhões.
"Não é que todos os projetos sejam aprovados, mas os números mostram o interesse do setor. Parte desses projetos é para extração de minerais, mas a gente também começa a ver potenciais de processamento que não se via antes", disse. "Para que o movimento se torne grande, sistemático e de escala, há vários passos a serem dados no ambiente doméstico - no Brasil e em outros países da América Latina."
O executivo concedeu entrevista coletiva após participar do debate "O Brasil na Agenda dos Minerais Críticos: Prioridades Estratégicas para Competitividade, Investimentos e Desenvolvimento Sustentável", no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), na zona sul do Rio.
Goldfajn apontou que o desenvolvimento do setor demanda maior tomada de risco, por um lado, e que os projetos sejam sustentáveis, por outro. "O resto do mundo vai ter que fazer a parte deles: contratos de compra de prazo."
Segundo o presidente do BID, a produção que valoriza as salvaguardas ambientais deve ter um valor acima do cobrado em commodities. "Isso é mais difícil, mas pode ser um passo relevante."
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