A Terra está sob alerta para uma tempestade geomagnética provocada por uma ejeção de massa coronal (EMC) solar até este sábado, 29, informou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) em comunicado divulgado na quarta-feira, 26.
Segundo a NOAA, a EMC é uma grande quantidade de plasma e campo magnético lançada pelo Sol que, ao atingir a Terra, pode provocar um aumento da atividade geomagnética. "Alertas desse nível são incomuns, mas não raros", diz o órgão.
O fenômeno ocorre em conjunto com os efeitos de um buraco coronal, uma região da coroa solar com menor densidade de plasma e linhas abertas do campo magnético. Essa configuração permite que o vento solar escape para o espaço, em alta velocidade, formando os chamados fluxos de alta velocidade (HSS, na sigla em inglês).
Os efeitos desse material em alta velocidade começam quando ele chega à região próxima da Terra e comprime o campo magnético que envolve o planeta. Quanto mais intenso for esse impacto, maior pode ser a perturbação no campo magnético terrestre, aumentando a possibilidade de uma tempestade geomagnética.
A escala de tempestades geomagnéticas vai de G1 a G5, sendo o último um nível extremo. Entre sexta-feira e sábado, a NOAA prevê condições de nível G2, moderado. Dessa forma, os sistemas de energia localizados em altas latitudes podem apresentar alarmes de tensão, e tempestades de longa duração podem causar danos aos transformadores.
No nível moderado, a propagação de rádio em alta frequência (HF) pode sofrer atenuação em latitudes mais elevadas, enquanto auroras boreais podem ser observadas em regiões tão ao sul quanto Nova York e Idaho, nos Estados Unidos, correspondentes, em geral, a cerca de 55° de latitude geomagnética, informou a NOAA.
Na quarta-feira, a NOAA já havia emitido um comunicado dizendo que primeiro uma tempestade geomagnética G1, menor, deveria atingir a Terra na quinta-feira, 27, causando oscilações fracas na rede elétrica, impacto mínimo em satélites e impacto em aves migratórias.
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