Pelo terceiro dia consecutivo, o Tesouro Nacional anuncia intervenção no mercado de leilões de títulos, com recompra e venda de prefixados, como parte da estratégia de "dar suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos". A ação ocorre em meio à turbulência global com a guerra no Irã que fez disparar os preços do petróleo e elevou a percepção de risco dos mercados nas últimas duas semanas.
O Tesouro fará oferta de recompra de Letras do Tesouro Nacional (LTN) num total de até 10 milhões, sendo 5 milhões para 1/1/2030 e 5 milhões para 1/1/2032, e oferta de venda de 1 milhão de LTN, sendo 500 mil para cada um desses vencimentos, conforme portarias 74 e 75.
A instituição fará oferta de recompra de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) num total de 10 milhões, sendo 5 milhões para 1/1/2033 e 5 milhões para 1/1/2035, além de oferta de venda de 1 milhão de NTN-F, sendo 500 mil para cada um desses vencimentos, de acordo com as portarias 76 e 77.
Em todos os casos, o acolhimento das propostas e a realização do leilão ocorrem hoje, com janela de envio de propostas das 11h às 11h30, e a divulgação dos resultados prevista para a partir das 11h45. A emissão e a liquidação financeira das operações acontecem amanhã, dia 19.
Com os dois leilões de recompra e venda de títulos prefixados e atrelados à inflação realizados entre segunda-feira e ontem, a intervenção do Tesouro no mercado secundário nos últimos dois dias é a maior em pelo menos 13 anos. Segundo cálculos da Warren Investimentos, o saldo líquido entre recompras e vendas extraordinárias de papéis já soma R$ 41,94 bilhões. Em março de 2020, em meio à pandemia de covid-19, a diferença entre títulos recomprados e ofertas foi de R$ 33,12 bilhões.
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