O Ministério da Saúde incorporou o teste rápido para o diagnóstico da dengue na tabela de procedimentos custeados pelo Sistema Único de Saúde. A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (26).
O que muda na prática?
A oferta do exame passa a ser feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e hospitais da rede pública. A solicitação pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades. A norma já está em vigor.
Por que esse teste é importante?
O método detecta a presença no sangue do antígeno NS1 proteína específica liberada pelo vírus da dengue logo no início da infecção. Isso é uma vantagem em relação aos exames de anticorpos (sorologia), que só confirmam o diagnóstico após o corpo reagir ao vírus, geralmente a partir do sexto dia de infecção.
Como funciona o exame?
É necessária apenas uma pequena amostra de sangue obtida por um furo na ponta do dedo. Não é preciso jejum nem qualquer preparo prévio. O resultado fica disponível em poucos minutos.
Pontos de atenção:
O teste não identifica o tipo específico do vírus da dengue nem informa se a pessoa já teve a doença anteriormente. Nas unidades públicas de saúde o exame é gratuito, mas em farmácias particulares pode custar em média R$ 40. O teste também não substitui a avaliação médica ao apresentar sintomas, o paciente deve buscar atendimento.
Com o resultado em mãos, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas e o risco de evolução para a dengue hemorrágica. O diagnóstico antecipado também fortalece a vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.
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