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Toffoli manda reservar salas no STF para depoimentos do caso Master

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a reserva de salas e a disponibilização de servidores da Corte para a realização de depoimentos no âmbito da investigação que apura o caso do Banco Master.

A decisão foi tomada após a Polícia Federal (PF) marcar as novas datas para a realização das oitivas no inquérito que tramita sob relatoria de Toffoli, em sigilo.

Inicialmente, a PF também previa tomar novos depoimentos do dono do Master, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que já tinham sido ouvidos em uma acareação, mas os investigadores decidiram que não iriam tomar novos depoimentos deles, ao menos por ora.

Esse cronograma foi alterado após uma ordem de Toffoli, que determinou que os depoimentos deveriam ser realizados durante dois dias consecutivos em uma sala do próprio tribunal.

A PF pretendia ouvi-los ao longo da última semana de janeiro e da primeira de fevereiro, mas teve que alterar o planejamento por causa da ordem do ministro.

No despacho, Toffoli determinou que a Secretaria Judiciária do STF adote as providências necessárias para viabilizar a realização das audiências nas datas indicadas pela PF, incluindo a organização da estrutura física e operacional da Corte.

O ministro também ordenou que seja oficiada a autoridade policial para o envio dos links de acesso das audiências, que deverão ser utilizados para a intimação dos investigados e de seus respectivos advogados.

Toffoli ressaltou ainda que os advogados constituídos já se encontram devidamente credenciados para acessar os autos da investigação. Por fim, determinou a intimação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para ciência.

A PF informou ao Supremo que o cronograma permite que as defesas tenham acesso prévio ao conteúdo da investigação, inclusive aos depoimentos colhidos no fim de dezembro, antes da realização das novas oitivas.

Os depoimentos estão previstos para ocorrer entre os dias 26 e 27 de janeiro, parte por videoconferência e parte de forma presencial no STF, conforme o cronograma apresentado pela PF.

Veja os nomes de quem será ouvido:

- Dario Oswaldo Garcia Júnior: ex-diretor executivo do BRB

- André Felipe de Oliveira Seixas Maia: ex-diretor da Tirreno (empresa que vendeu carteiras de consignado ao Master)

- Henrique Souza e Silva Perreto: atuou na estruturação da Tirreno

- Alberto Felix de Oliveira: ex-superintendente de Tesouraria do Master

- Robério Cesar Mangueira: ex-superintendente do BRB

- Luiz Antônio Bull: ex-diretor do Master

- Angelo Ribeiro: ex-diretor do Master

- Augusto Ferreira Lima: ex-sócio do Master

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