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Traumatismo craniano leve: o que é, quais os sinais de alerta e como é o tratamento

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Após cair e bater a cabeça em sua cela durante a madrugada, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve um traumatismo craniano leve, confirmou o médico Cláudio Birolini à CNN Brasil.

O traumatismo craniano leve acontece quando há um impacto sutil na cabeça decorrente de uma queda da própria altura ou do contato com um objeto imóvel, por exemplo. Esse tipo de traumatismo não leva à alteração do nível de consciência, explica a neurocirurgiã Diana Santana, do Hospital Sírio-Libanês.

Os pacientes podem apresentar algum nível de amnésia no momento do impacto ou em até 24 horas, mas a perda de consciência ou memória é transitória, sendo recobrada em cerca de 30 minutos, na grande maioria das vezes, explica a médica. Outros sintomas possíveis são dor de cabeça, tontura, confusão mental e sangramento.

"O paciente também pode ficar um pouco confuso e desorientado, mas isso não dura mais do que 30 minutos, uma hora. E, na grande maioria das vezes, quando o trauma é leve, essa confusão nem acontece", diz. "(O traumatismo craniano leve) Também não costuma estar associado a nenhuma alteração neurológica mais grave ou déficit significativo, como uma perda de força em um dos lados do corpo, perda da fala, alteração visual ou das pupilas", exemplifica.

Ainda que o paciente não aparente nenhuma alteração, é preciso fazer uma avaliação neurológica com um neurocirurgião. Por isso, é essencial buscar o apoio médico após um impacto (mesmo que leve) na cabeça.

Idosos exigem cautela extra

Se o paciente tiver mais de 65 anos, como é o caso de Bolsonaro (que tem 70 anos), é obrigatório realizar uma tomografia de crânio para averiguar se não houve nenhum dano, sangramento ou fratura óssea.

Com o impacto, há risco de os vasos sanguíneos da região craniana se romperem e, com isso, o sangue pode ficar "gotejando" internamente. Ao longo do tempo, o acúmulo de um determinado volume pode gerar outros sintomas semanas depois do acidente. Por isso, é importante acompanhar o idoso por um período prolongado, afirma Diana, que recomenda exames de controle de três a quatro semanas após o episódio. Ela acrescenta: "Se o indivíduo começar a apresentar dor de cabeça persistente, tontura, perda de força de um lado do corpo, alteração da fala, esses são sinais neurológicos que pedem um cuidado mais próximo e um exame de controle de imagem para verificar o que está acontecendo."

Na maioria das vezes, traumatismos leves não requerem cirurgia ou algum tratamento específico, mas o acompanhamento contínuo é essencial para determinar necessidades que podem surgir a partir de sintomas posteriores.

Também é importante verificar o motivo da queda que levou ao impacto, alerta a neurocirurgiã. "Se a pessoa estava bem e, de repente, teve uma tontura, um escurecimento da vista, e isso causou a queda, é de extrema importância que se faça uma averiguação médica geral. É importante ver o paciente como um todo", orienta.

A médica reforça que a prevenção de quedas também é um ponto de atenção entre os mais velhos. "O idoso tem um risco maior porque a vista não é mais a mesma, o caminhar não é mais o mesmo e, eventualmente, se você deixa algum tapetinho ou uma cadeira num lugar inapropriado ou no banheiro, a pessoa pode escorregar e cair, levando a um traumatismo craniano".

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