O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, em entrevista à revista norte-americana The Atlantic, que foi procurado pelos novos líderes do Irã para conversar sobre a situação no país. Trump relatou que planeja atender ao pedido, mas não disse quando a conversa pode acontecer.
"Eles querem conversar e eu concordei em conversar, então vou conversar com eles", disse Trump. "Eles deviam ter feito isso antes. Eles deviam ter dado o que era muito prático e fácil de fazer antes. Eles esperaram demais", completou o presidente dos EUA.
Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã no sábado, 28, que levou à morte do então líder supremo do país, o aiatolá Khamenei. O governo iraniano estabeleceu um comando temporário para conduzir a transição de poder, composto pelo aiatolá Alireza Arafi, pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e pelo chefe do Judiciário, Gholam Ejehei.
Quando perguntado se os Estados Unidos poderiam continuar bombardeando o Irã para apoiar uma revolta popular contra o regime, se ela acontecer, Trump desconversou. Mesmo assim, o presidente americano disse estar confiante nessa revolta. "Isso vai acontecer", ele disse à revista.
Trump disse, ainda, esperar que os ataques ao Irã não prejudiquem a estratégia dos republicanos para as eleições de meio de mandato, de convencer eleitores de que o governo está focado em resultados econômicos. Ele afirmou que os efeitos da ação nos preços do petróleo devem ser menores do que preveem analistas, por causa do seu sucesso.
"Isso poderia ter levado a um grande aumento de preços de petróleo, se as coisas tivessem ido errado", ele disse.
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