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Trump diz ter adiado ataque contra o Irã a pedido do Catar e da Arábia Saudita

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 18, que adiou temporariamente o plano de atacar o Irã nesta terça, 19. A mudança ocorre, segundo o mandatário americano, a pedido do Catar e da Arábia Saudita, que tentam viabilizar uma nova negociação.

"Fui solicitado pelo Emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, pelo Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, e pelo Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã", escreveu Trump nas redes sociais.

Na postagem, o presidente ainda afirma que "negociações sérias estão em andamento e, na opinião deles, como grandes líderes e aliados, um acordo será firmado, o qual será muito aceitável para os Estados Unidos da América, bem como para todos os países do Oriente Médio e de outras regiões. Este acordo incluirá, e é importante ressaltar, a proibição de armas nucleares para o Irã!"

A declaração termina, entretanto, com uma nova ameaça:

"Com base no meu respeito pelos líderes mencionados acima, instruí o Secretário da Guerra, Pete Hegseth, o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Daniel Caine, e as Forças Armadas dos Estados Unidos, de que NÃO realizaremos o ataque ao Irã programado para amanhã [terça-feira, 19], mas os instruí ainda a estarem preparados para prosseguir com um ataque em grande escala ao Irã, a qualquer momento, caso um acordo aceitável não seja alcançado.

Em entrevista à revista Fortune, realizada antes da viagem de Trump à China e divulgada nesta segunda-feira, 18, o presidente americano disse que o Irã está "morrendo de vontade de assinar um acordo" para encerrar a guerra.

"Posso dizer uma coisa: eles estão morrendo de vontade de assinar [um acordo]. Mas fecham um acordo e depois enviam um documento que não tem nenhuma relação com o que foi acertado. Eu digo: 'Vocês estão loucos?'", acrescentou.

Durante a entrevista, o presidente também abordou outros temas, como tarifas comerciais, inteligência artificial e inflação.

No fim da conversa, que durou cerca de uma hora, Trump foi questionado sobre quem deveria dar continuidade ao seu legado político após o término de seu mandato: seu filho mais velho, Donald Trump Jr.; o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio; ou o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

O republicano, no entanto, evitou responder à pergunta. "Quem assumir [esse cargo] vai ser muito importante", disse. "E, se você escolher a pessoa errada: desastre."

Horas antes da divulgação da entrevista, Trump usou as redes sociais para comentar a guerra com o Irã.

"Para o Irã, o tempo está se esgotando, e é melhor eles se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles", escreveu em publicação na Truth Social. "O tempo é essencial."

Em meio ao conflito, a taxa de aprovação de Trump caiu para 37%, o nível mais baixo de seu segundo mandato, segundo pesquisa do The New York Times/Siena realizada entre 11 e 15 de maio.

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