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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país vive um cenário de crescimento econômico "extraordinário", inflação "extremamente baixa" e queda do déficit comercial "praticamente" sem gerar pressões inflacionárias, em artigo escrito para o Wall Street Journal e divulgado nesta sexta-feira, 30. "É algo que todos diziam ser impossível", acrescentou.
O republicano atribuiu esse conjunto de conquistas ao "milagre" feito pelas tarifas. "Estamos construindo a melhor economia da história do mundo, e outros países estão se saindo bem também", escreveu, rebatendo críticas feitas na época do "Dia da Libertação".
Segundo Trump, as suas políticas levaram a queda do núcleo da inflação a 1,4% nos EUA, abaixo de "todas as estimativas" e contra "todos os alertas" de economistas sobre possíveis impactos das tarifas. A retaliação global a produtos dos EUA também "nunca se concretizou", apontou.
O presidente americano ainda destacou que os mercados acionários alcançaram "52 máximas históricas" desde sua eleição e que o avanço salarial estaria acima da inflação, ainda assim, sem gerar aumentos nos preços. "Em breve veremos o Dow Jones Industrial Average quebrar 50 mil pontos", previu.
Sobre relações com outros países, Trump defendeu que as tarifas também ajudaram nesse sentido ao criar "relações mais sustentáveis" com aliados e parceiros comerciais, citando China, Reino Unido, União Europeia, Coreia do Sul e outros entre aqueles que fecharam acordos. Ele observou ainda o papel das políticas comerciais para "promover a paz", dando como exemplo o que chamou de "fim do conflito mortal entre Índia e Paquistão".
Em questão de indústria, o republicano afirmou que montadoras se comprometeram a investir mais de US$ 70 bilhões e as farmacêuticas em torno de US$ 500 bilhões para retomar a produção doméstica. Além disso, o presidente disse esperar "centenas de bilhões" em investimentos do setor de tecnologia para fabricação semicondutores, citando TSMC, Micron, Nvidia e Apple.
Trump destacou ainda a redução da interdependência com a China, em meio a queda na parcela chinesa de importações dos EUA ao "menor nível desde 2001", e a queda do déficit orçamentário federal de 27% "em apenas um ano".
"Espero que a Suprema Corte esteja vendo esses números", disse, em alusão ao processo em andamento para julgar a legalidade das tarifas recíprocas.
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