O presidente Donald Trump (EUA) se reunirá nesta quinta-feira, 19, com representantes de mais de duas dezenas de países que aderiram ao seu Conselho de Paz, além de vários outros que optaram por não aderir, para uma reunião inaugural que terá como foco a reconstrução e a formação de uma força internacional de estabilização para Gaza.
Antes da reunião, Trump anunciou que os membros do conselho prometeram US$ 5 bilhões para a reconstrução, uma fração dos estimados US$ 70 bilhões necessários para reconstruir o território palestino devastado após dois anos de guerra.
Espera-se que os membros anunciem o envio de milhares de pessoas para forças internacionais de estabilização e policiamento para o território. "Temos os maiores líderes do mundo se juntando ao Conselho da Paz", disse Trump a repórteres no início desta semana. "Acho que ele tem potencial para ser o conselho mais importante já formado, de qualquer tipo."
O conselho foi criado como parte do plano de paz de 20 pontos de Trump para pôr fim ao conflito em Gaza. Mas, desde o cessar-fogo de outubro, a visão de Trump para o conselho se transformou e ele quer que tenha uma missão ainda mais ambiciosa, uma que não só conclua a tarefa de trazer uma paz duradoura entre Israel e o Hamas, mas que também ajude a resolver conflitos em todo o mundo.
Antes da primeira reunião do conselho, o acordo de cessar-fogo em Gaza permanece frágil e a visão ampliada de Trump para o país gerou temores de que o presidente americano esteja buscando criar um rival para as Nações Unidas. No início desta semana, Trump afirmou esperar que o conselho pressionasse a ONU a "entrar em ação".
"As Nações Unidas têm um grande potencial", disse ele. "Mas não têm correspondido a esse potencial". (Fonte: Associated Press)
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