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Diário de Notícias

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Uefa prepara nova ofensiva contra Gianni Infantino em antagonismo à Fifa

Gianni Infantino continua a observar peças em movimento entre aliados e adversários políticos. A Uefa prepara uma nova ofensiva contra o presidente da Fifa, após se posicionar a favor de sua renúncia. Agora, uma moção de desconfiança é planejada.

Na prática, o documento não é suficiente para desencadear um processo de destituição, conforme o estatuto da Fifa. Entretanto, é uma forma de pressionar pela renúncia de Infantino. Isso ainda mostra desacordo com o dirigente às vésperas dos registros de candidaturas para a eleição. As inscrições serão feitas até novembro.

Parte da mobilização para esse novo movimento foi feita em Salzburgo, onde executivos se encontraram para a Supercopa da Uefa, nesta quarta-feira, revelou a emissora britânica Talksports. Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, campeão do torneio, esteve presente. Ele é visto como possível candidato apoiado pela Uefa nas eleições da Fifa em 2027.

O presidente da entidade europeia, Alexander Ceferin, teria encontrado Al-Khelaifi em um almoço antes da partida entre o clube francês e o Aston Villa, realizada na Red Bull Arena. Não ficou claro se o presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe, esteve neste encontro.

Fato é que ele compareceu a Salzburgo. Apoiadora de Infantino, a CAF tem um acordo de cooperação com a Uefa. Foi o que levou o árbitro somali Omar Artan, deportado dos Estados Unidos durante a Copa, a apitar a Supercopa da Europa, com a presença de Motsepe.

Além da totalidade da CAF, Infantino conta com respaldo da Conmebol. A Confederação Asiática (AFC) é institucionalmente contrária ao presidente, mas vive um racha. Catar e Líbano, por exemplo, demonstram "confiança total" ao presidente da Fifa.

A Concacaf concorda com a Uefa, mas há um asterisco na situação. Enquanto americanos e canadenses mantêm a congruência com o grupo continental, o México apoia Infantino. A União Centro-Americana de Futebol (Uncaf) e a União Caribenha de Futebol (CFU) acompanham a US Soccer e a Canada Soccer.

Além de Al-Khelaifi, o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, é outro cotado para se candidatar na eleição da Fifa em 2027. Outra via é representada por Lise Klaveness, mandatária da Associação Norueguesa de Futebol.

Uma das ideias já planejadas pela Uefa é a separação de poderes na Fifa. A ideia é que haja três ramos separados: um técnico para o futebol; um comercial e um para eventos. Junto disso, é planejado propor mais poderes aos clubes. Al-Khelaifi preside, além do PSG, a Associação de Clubes Europeus (ECA).

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