0

Diário de Notícias

DN.

Vai torcer na Copa? Então corre para se vacinar: o sarampo virou o adversário invisível do Mundial de 2026


Faltam menos de três semanas para a bola rolar na Copa do Mundo — e o maior alerta de saúde do momento não tem nada a ver com lesão muscular de jogador. O Ministério da Saúde está em campanha pesada para avisar os brasileiros que pretendem viajar para os Estados Unidos, México e Canadá: atualizem agora a vacina contra o sarampo, porque os três países-sede do Mundial vivem surtos graves da doença.

Os números são preocupantes. O México já ultrapassou a marca de 10 mil casos de sarampo em 2026 — um salto absurdo, considerando que em 2024 o país registrou apenas 7 casos. Os Estados Unidos acumulam quase 1.800 infecções confirmadas. E o Canadá, que teve mais de 5 mil casos em 2025, segue com transmissão ativa. Juntos, esses três países concentram cerca de 70% de todos os casos de sarampo nas Américas.

O dado curioso — e irônico — é que o Brasil está em situação melhor que os donos da festa. O país reconquistou em 2024 o status de território livre da circulação do vírus do sarampo, e em 2026, até agora, foram confirmados apenas dois casos: uma criança de 6 meses em São Paulo, que havia viajado à Bolívia, e uma jovem de 22 anos no Rio de Janeiro que trabalhava em hotel — ambas sem vacinação completa. Ou seja, o risco real é que milhares de brasileiros vão torcer pelo hexa em lugares onde o sarampo circula livremente e voltem trazendo o vírus na bagagem.

O sarampo é uma daquelas doenças que muita gente esqueceu que existe, mas que é extremamente contagiosa — uma pessoa infectada pode transmitir para até 18 outras. O vírus se espalha pelo ar, através da tosse, espirro ou até da respiração, e encontra terreno fértil em aglomerações como aeroportos, estádios e hotéis — exatamente os lugares que um torcedor de Copa frequenta.

A boa notícia é que a proteção é simples: a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível de graça em qualquer unidade do SUS. O único detalhe é o prazo: ela precisa ser tomada pelo menos 15 dias antes do embarque para garantir a imunização completa. Então, para quem tem voo marcado a partir de 11 de junho, quando começa o torneio, o relógio já está correndo.

Os médicos também alertam: mais de 90% dos infectados nas Américas não tinham o esquema vacinal adequado. E as faixas etárias mais atingidas são justamente as de 10 a 29 anos — aquele público jovem e animado que viaja em grupo para assistir aos jogos.

A mensagem do Ministério da Saúde é direta: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre, manchas vermelhas pelo corpo ou conjuntivite em até 21 dias após o retorno, evite contato com outras pessoas e procure atendimento médico imediato, informando que esteve nos países da Copa.

No fim das contas, a vacina pode ser tão importante quanto o passaporte para quem quer curtir o Mundial sem surpresas desagradáveis.







0 Comentário(s)

Faça login para comentar.