O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que Washington não enviará tropas terrestres para promover uma mudança de regime no Irã mesmo diante de pressões, ressaltando que seu empenho ao negociar o acordo com Teerã tem dois pilares: impedir que o país tenha armas nucleares e garantir a liberação do estreito de Ormuz para a livre navegação.
"O que o presidente fez de forma muito, muito competente é dizer que vamos usar a força militar nesta situação quando estiver conectada a algo que estamos tentando alcançar", afirmou Vance nesta quarta-feira, 15, em entrevista ao podcast de Joe Rogan.
"Mas não vamos apenas fazer algo sem limites, indefinidamente. Não vamos bombardear, bombardear. Vamos tentar usar nossa força militar como uma das muitas ferramentas que temos para resolver o problema", afirmou.
"Se o povo iraniano quiser se levantar e mudar seu governo, a decisão cabe a eles. Mas não vamos enviar 150 mil soldados por terra para realizar uma mudança de regime, a menos que a própria população queira alcançar esse resultado", disse.
O vice-presidente disse que o que tem tentado realmente fazer é concretizar o que o presidente Donald Trump o instruiu: um acordo que contemple o fato de o Irã não possuir arma nuclear, além de garantir o livre fluxo de petróleo e gás.
Vance afirmou que o memorando de entendimento assinado pelos EUA diz: "o Irã vai abrir o estreito de Ormuz, a violência parará e vamos negociar para ver se conseguimos chegar a um acordo amplo, no longo prazo, sobre a questão nuclear". "É isso o que queremos fazer", salientou.
Sobre a situação atual, Vance disse que "estamos na trajetória certa", mas há vários avanços e paradas.
Vance afirmou que o que ele e outros representantes estão tentando fazer é uma delicada dança diplomática, usando alavancagem econômica e tentando conversar com alas pragmáticas do Irã.
"Mas, claro, quando há atos de violência, vamos agir. Tudo isso está acontecendo simultaneamente para nos levar a uma direção melhor", explicou.
"A guerra é necessária em alguns momentos, mas não é necessariamente, uma coisa boa", disse. "Guerra é algo que sempre queremos evitar".
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