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Varejo brasileiro mantém ritmo de crescimento, mas inadimplência preocupa comerciantes

O comércio varejista brasileiro segue apresentando sinais de recuperação em 2026, impulsionado pelo aumento gradual do consumo das famílias e pela expansão de setores ligados à alimentação, restaurantes e serviços. Dados divulgados nesta semana por entidades do setor apontam que as vendas do varejo cresceram no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a resiliência do mercado interno, mesmo diante de um cenário de juros ainda elevados e crédito mais restrito.

Apesar do desempenho positivo, empresários e analistas acendem um sinal de alerta para o avanço da inadimplência entre os consumidores. Levantamentos recentes indicam que o percentual de famílias com contas em atraso voltou a crescer nos últimos meses, o que pode limitar o ritmo de expansão das vendas no segundo semestre. O aumento do endividamento tem levado parte dos consumidores a reduzir gastos considerados não essenciais e a priorizar despesas básicas, como alimentação, moradia e transporte.

No setor de consumo, os segmentos de alimentação fora do lar e serviços têm se destacado como os principais motores da atividade econômica. Restaurantes, bares e estabelecimentos ligados ao entretenimento registram forte demanda, impulsionados pelo calendário de eventos e pelo aumento da circulação de pessoas nas grandes cidades. Especialistas apontam que o comportamento do consumidor está cada vez mais focado em experiências e conveniência, tendência que também beneficia o comércio eletrônico e os aplicativos de entrega.

O e-commerce, por sua vez, continua em trajetória de expansão. Projeções do setor estimam que o comércio eletrônico brasileiro deverá movimentar mais de R$ 258 bilhões em 2026, consolidando a digitalização do consumo e ampliando a participação das compras online no orçamento das famílias. Empresas do setor têm investido em inteligência artificial, personalização de ofertas e programas de fidelidade para atrair novos consumidores e aumentar a recorrência de compras.

Para os próximos meses, a expectativa do mercado é de um crescimento moderado do varejo nacional, sustentado pela melhora gradual da renda e pela estabilidade do mercado de trabalho. A avaliação predominante entre os especialistas é que o consumo das famílias seguirá como um dos principais pilares da economia brasileira em 2026, mas em um ambiente que exigirá maior cautela financeira e estratégias mais eficientes por parte das empresas para manter o ritmo de vendas e preservar a confiança dos consumidores.

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