Após abrir com viés de queda e tocar R$ 5,2447 (-0,04%), o dólar virou para alta e rondava R$ 5,30 na manhã desta quinta-feira, 19. O ajuste de alta é puxado pela disparada de mais de 5% do petróleo Brent (acima de US$ 113 o barril) e pela aversão ao risco com a guerra EUA-Israel contra o Irã, já no 20º dia.
Os juros futuros também sobem, acompanhando a moeda e os Treasuries. No radar, operação do BC com venda de dólar à vista e leilão de swap reverso, que equivale à compra da moeda no mercado futuro (com oferta de até US$ 1 bi cada) entre 9h30 e 9h35, e a decisão de juros do BCE às 10h15.
Após o Federal Reserve manter juros ontem à faixa de 3,50% a 3,75% e o Copom reduzir a Selic em 0,50 pp, a 14,25% ao ano, o Banco da Inglaterra (BoE) manteve nesta quinta a taxa de juros em 3,75% pela segunda reunião seguida, em meio às incertezas da guerra no Oriente Médio e à inflação persistente no Reino Unido.
No mesmo contexto, mais cedo, o BC da Suíça (SNB) também manteve juros em 0% e sinalizou possível intervenção no câmbio, enquanto o Riksbank, da Suécia, manteve sua taxa em 1,75% e disse que pode agir se a guerra afetar a inflação e a economia.
No mercado local, o IGP-M subiu 0,15% na segunda prévia de março, após queda de 0,70% em fevereiro, puxado pela aceleração do IPA-M (0,13%). Em contrapartida, houve desaceleração no IPC (0,16%) e no INCC (0,30%), indicando pressão concentrada no atacado.
O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central afirmou que as condições financeiras globais ficaram mais restritivas desde novembro de 2025, mas destacou que o sistema financeiro segue resiliente, com mecanismos do Fundo Garantidor de Créditos funcionando adequadamente para absorver choques.
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