A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou investimentos na segurança para países bálticos e defendeu o fortalecimento dos sistemas de alerta e a coordenação entre as nações após uma série de incidentes com a Rússia no Leste Europeu, classificado como uma "estratégia deliberada" russa para desestabilizar as democracias europeias.
Durante discurso em Vilnius, na Lituânia, nesta terça-feira, a chefe da Comissão Europeia anunciou que os países bálticos vão receber 12 bilhões adicionais pelo programa Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE, na sigla em inglês). Os recursos serão investidos em tecnologias antidrones, além da melhoria das defesas aéreas e proteção da infraestrutura. A verba já está disponível, mas ainda não foi "implementada", segundo Von der Leyen, respondendo a questionamentos em uma coletiva de imprensa após o discurso.
Além disso, a representante europeia afirmou que a Comissão está em "negociações" para aumentar os investimentos no setor no orçamento de longo prazo do bloco. A proposta da Comissão é triplicar a verba na gestão de imigração, além de "aumentar em cinco vezes os investimentos em defesa e aumentar em 10 vezes o investimento em mobilidade militar".
Von der Leyen defendeu ainda a participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em uma avaliação ampla dos sistemas antidrone e de alerta para "identificar vulnerabilidades e acelerar o suporte às áreas mais expostas".
A presidente da Comissão também pediu maior integração da Ucrânia à estratégia industrial de defesa europeia, levando em conta que a experiência adquirida por Kiev no campo de batalha ajudaria a acelerar a adaptação militar do continente. "Europa e Ucrânia devem construir juntas capacidade industrial para superar nossos adversários em inovação", afirmou.
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