O Brasil tem muito o que comemorar nesta semana. Wagner Moura, o ator nascido em Rodelas, no interior da Bahia, foi eleito pela revista americana Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026 — e ainda estampou uma das quatro capas globais da edição, ao lado da atriz Zoe Saldaña, do cantor Luke Combs e da comediante Nikki Glaser.
A história de Moura é daquelas que parecem roteiro de cinema. Ele começou a ganhar o coração dos brasileiros na TV, em novelas como Paraíso Tropical, depois virou ícone nacional com Capitão Nascimento em Tropa de Elite, atravessou fronteiras com Pablo Escobar em Narcos — e agora chegou ao topo do mundo com o filme O Agente Secreto, que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama e uma indicação ao Oscar. Um feito histórico para a cultura brasileira.
O perfil publicado pela Time foi escrito pelo ator Jeremy Strong, de Succession, que acompanhou de perto o trabalho de Moura no Festival de Cannes. O título escolhido pela revista para o texto diz tudo: "Eu falo as coisas. Não tenho medo." Strong ainda citou um discurso de Robert De Niro em Cannes sobre o papel da arte diante de regimes autoritários, relacionando a fala diretamente à trajetória de Moura — que dirigiu o filme Marighella, sobre a ditadura militar brasileira, e participou de uma adaptação teatral de Um Inimigo do Povo, de Ibsen.
O que torna a notícia ainda mais curiosa e orgulhosa: o Brasil colocou três nomes na lista da Time 2026. Além de Wagner Moura na categoria Ícones, a pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa, entrou como Pioneira pelo seu trabalho revolucionário com microrganismos que permitem que plantas absorvam nitrogênio do ar, gerando economia bilionária para agricultores. E o pesquisador Luciano Moreira, da Fiocruz, foi reconhecido como Inovador pelo desenvolvimento do método Wolbachia — que usa mosquitos modificados para combater a dengue, zika e chikungunya em larga escala.
Da Bahia ao mundo. O Brasil está na capa.
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