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Diário de Notícias

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Brasil reforça combate a queimadas e amplia áreas protegidas diante da ameaça de um novo El Niño

O governo federal intensificou neste mês as ações de prevenção a incêndios florestais e anunciou novas medidas de proteção ambiental diante da previsão de um novo episódio do fenômeno El Niño em 2026. O cenário preocupa especialistas porque pode provocar períodos de estiagem mais severos, aumento das temperaturas e maior risco de queimadas em diversos biomas brasileiros, especialmente na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal.

Entre as medidas anunciadas estão o reforço do monitoramento climático, a ampliação do contingente de brigadistas e o aumento do número de aeronaves e equipamentos utilizados no combate aos incêndios. O governo também destinou mais de R$ 500 milhões para apoiar os corpos de bombeiros dos estados considerados mais vulneráveis aos eventos extremos previstos para os próximos meses.

Outra iniciativa de destaque foi a criação de novas unidades de conservação e a ampliação de áreas já protegidas. Entre elas estão o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, além da expansão dos parques nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades. As medidas buscam fortalecer a proteção da biodiversidade e conter o avanço do desmatamento em regiões consideradas estratégicas para a conservação ambiental.

Os esforços ocorrem em um momento considerado positivo para a agenda ambiental brasileira. Dados recentes do Relatório Anual do Desmatamento indicam que o país conseguiu reduzir a área desmatada para menos de um milhão de hectares em 2025, o menor nível registrado nos últimos anos. O resultado reforçou a posição do Brasil nas discussões internacionais sobre clima e sustentabilidade, especialmente às vésperas de novos debates globais sobre a preservação ambiental.

Especialistas, no entanto, alertam que a previsão de um El Niño mais intenso exige vigilância permanente. O fenômeno climático pode favorecer secas prolongadas, reduzir os níveis dos rios e aumentar significativamente a ocorrência de incêndios florestais. Diante desse cenário, autoridades ambientais defendem que a combinação entre prevenção, fiscalização e recuperação de áreas degradadas será decisiva para minimizar os impactos ambientais ao longo do segundo semestre de 2026.

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