Oito empresas apresentaram propostas para participar do leilão das subfaixas de 700 Mhz para a prestação de serviços de telefonia móvel. O certame será realizado dia 30 de abril pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), quando ocorrerá a abertura dos envelopes.
As empresas Amazônia Serviços Digitais, Brisanet, Claro, IEZ! Telecom, MHNet, Telefônica, TIM e Unifique encaminharam suas propostas para o órgão regulador, que fez uma sessão pública de recebimento nesta quarta-feira, 15.
O novo leilão de radiofrequências terá blocos divididos pelas regiões do País com objetivo de levar sinal de celular para áreas rurais, estradas e regiões mais afastadas dos grandes centros.
O edital não prevê cobranças pela autorização de uso da faixa. Em vez disso, o foco do certame será a exigência de contrapartidas, avaliadas em R$ 2 bilhões, de implementação de cobertura de internet. A previsão é atender mais de 800 novas localidades carentes de internet e quase 7 mil quilômetros de rodovias federais.
O desenho do edital foi feito para estimular a competição e reduzir a concentração do mercado móvel. Para isso, a participação das grandes operadoras, como Claro, TIM e Vivo, foi vedada nas rodadas iniciais do leilão. A ideia era justamente atrair provedores regionais de internet que já arremataram a faixa de 3,5 Ghz no último leilão e estão crescendo no setor de internet móvel.
A relicitação da faixa de 700 Mhz foi necessária por causa da desistência da Winity, que arrematou essa faixa em 2021 no leilão da Anatel. A empresa esperava usar a faixa em parceria com a Telefônica (dona da Vivo), o que foi liberado pela Anatel apenas mediante contrapartidas duras, que desestimularam o negócio. Com isso, a faixa acabou devolvida no fim de 2023.
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