Os principais índices das bolsas de Nova York fecharam em alta após alívio da inflação ao consumidor dos EUA. Comentários do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, e revisão de postura do presidente americano Donald Trump sobre Ormuz também deram suporte às ações. O Dow Jones e o S&P 500 tiveram avanço limitado pelo tombo da IBM após alerta. Bancos reagiram a balanços.
O Dow Jones subiu 0,02%, aos 52.508,27 pontos. O S&P 500 ganhou 0,38%, aos 7.543,59 pontos. E o Nasdaq teve alta de 0,9%, encerrando em 26.107,01 pontos.
O CPI abaixo do esperado trouxe alívio aos juros dos Treasuries, foi recebido com cautela por membros do Fed e satisfação pelos membros do governo dos EUA. O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, disse nesta terça-feira, 14, que não considera a "missão cumprida" após o dado e que ainda há muito o que fazer para que "tudo esteja bem". O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, seguiu na mesma linha.
Após o dado, o Goldman Sachs revisou em baixa a previsão para o núcleo do índice de preços dos gastos com consumo pessoal, índice PCE, para 0,18% em junho, contra a expectativa de 0,24% antes da divulgação.
Nas ações individuais, a IBM derreteu 24,9% e respondeu pela maior queda do Dow Jones e do S&P 500. Os resultados preliminares de lucro ajustado e receita da empresa para o segundo trimestre ficarem abaixo das previsões dos analistas, em razão do baixo desempenho da divisão de infraestrutura.
Reagindo a balanços, o Goldman Sachs disparou 9% e o JPMorgan subiu 2,5% após superar as projeções. O Bank of America avançou 1,9%. Na contramão, o Citigroup cedeu 5,3% após anunciar ventos contrário em divisão de cartão de crédito. O Wells Fargo caiu 0,2%, mesmo após registrar resultados do segundo trimestre acima do esperado.
As ações do Lucid Group despencaram 16% depois que um boletim informativo sobre veículos elétricos sugeriu que a empresa estaria considerando pedir falência. A Lucid negou a informação.
As ações de semicondutores se recuperaram. As ADRs da SK Hynix avançaram 27%. Ajudou no humor comentários do CEO do SoftBank, Masayoshi Son, que afirmou que é "absurda" a ideia de que exista uma bolha nos investimentos em inteligência artificial (IA).
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