A Lua vai desaparecer quase por completo na noite desta quinta-feira (27) para sexta (28). Um eclipse lunar parcial levará 96,2% do disco visível do satélite para dentro da umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra. Na prática, faltará muito pouco para um eclipse total — e é justamente essa fatia mínima ainda iluminada que separa o fenômeno da categoria seguinte.
O Brasil está em posição privilegiada para a observação. Em todas as capitais, a Lua estará entre 59 e 85 graus acima do horizonte, permanecendo alta no céu durante todo o evento. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, ela ficará praticamente a pino, condição ideal para acompanhar o fenômeno mesmo em áreas urbanas com obstruções na linha do horizonte.
Pelo horário de Brasília, a fase penumbral começa às 22h23 de quinta-feira, quando a Lua entra na parte mais tênue da sombra terrestre e o brilho diminui de forma sutil. Às 23h33 tem início a fase parcial, com o avanço visível da sombra escura sobre o disco lunar. O máximo do eclipse ocorre à 1h12 de sexta-feira, e a fase parcial se encerra às 2h52. Durante o pico, a Lua deve assumir tons avermelhados ou acobreados, resultado da luz solar filtrada pela atmosfera da Terra — a intensidade da cor varia conforme poeira, poluição e umidade em suspensão.
Diferentemente dos eclipses solares, o fenômeno é totalmente seguro de observar a olho nu, sem filtros ou proteção. Binóculos e telescópios ajudam a revelar detalhes das crateras na fronteira entre luz e sombra, mas não são necessários. A principal recomendação é procurar um local com pouca iluminação artificial e céu limpo, já que a nebulosidade é o único obstáculo real para quem quiser acompanhar a madrugada.
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