O avanço do El Niño aumenta a preocupação com os incêndios florestais no Brasil neste segundo semestre de 2026. Projeções acompanhadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima indicam temperaturas acima da média em grande parte do País e redução das chuvas em áreas das regiões Norte e Centro-Oeste, criando condições mais favoráveis para a propagação do fogo.
O período entre agosto e outubro é apontado como especialmente crítico. Entre as áreas com maior probabilidade de ocorrência de incêndios estão regiões dos estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, atingindo principalmente a Amazônia e partes do Brasil Central. O Cerrado também permanece entre os biomas que exigem atenção durante a estação seca.
A expectativa é de que o El Niño continue se intensificando nos próximos meses, com possibilidade de alcançar intensidade forte ou muito forte até dezembro. Enquanto áreas do Norte e do Pantanal podem enfrentar chuvas abaixo da média, a Região Sul tende a registrar volumes de precipitação superiores ao normal, evidenciando os diferentes efeitos do fenômeno climático pelo território brasileiro.
O cenário amplia a necessidade de prevenção e resposta rápida aos focos de incêndio, especialmente em áreas de vegetação mais vulneráveis. Além da destruição da biodiversidade, queimadas de grandes proporções podem comprometer a qualidade do ar, aumentar as emissões de gases de efeito estufa e afetar comunidades próximas às regiões atingidas.
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