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Embraer completa 57 anos hoje — a gigante brasileira que exporta aviões para mais de 90 países

Embraer completa 57 anos hoje — a gigante brasileira que exporta aviões para mais de 90 países

A Embraer completa 57 anos nesta quarta-feira, 19 de agosto. A empresa nasceu em 1969 em São José dos Campos, no interior paulista, como estatal criada para dar corpo industrial a um projeto que até então existia sobretudo no papel e nos laboratórios do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Privatizada em 1994, atravessou crises, mudanças de controle acionário e ciclos duros da aviação mundial até se consolidar como a maior fabricante de aeronaves comerciais fora do eixo formado por Boeing e Airbus.

O balanço da companhia hoje é o de uma multinacional madura: mais de 9 mil aeronaves entregues ao longo da história, aviões em operação em mais de 100 países e soluções de defesa fornecidas a dezenas de governos e forças armadas. São mais de 23 mil funcionários espalhados por unidades no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. O portfólio vai dos jatos regionais da família E-Jets aos executivos Phenom e Praetor, passando pelo cargueiro militar KC-390 e pelo agrícola Ipanema, que voa a etanol.

O aniversário chega em um momento financeiro favorável. No segundo trimestre de 2026, a Embraer registrou carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bilhões, alta de 16% na comparação anual, com receita de R$ 11,3 bilhões, o melhor segundo trimestre da história da empresa, e lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, avanço de 25%. Foram 65 aeronaves comerciais entregues no trimestre, o melhor desempenho para o período em 16 anos, e 109 no primeiro semestre, 20% a mais que em 2025.

Para a próxima década, a companhia projeta produzir entre 110 e 120 aeronaves comerciais por ano até 2030, além de mais de 200 jatos executivos anuais. Também investe na Eve, subsidiária dedicada aos veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, com fábrica em Taubaté. Aos 57 anos, a Embraer segue sendo o principal item da pauta de exportação de alto valor agregado do Brasil e um caso raro de empresa nacional que compete no topo de um setor dominado por pouquíssimos players.

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