O enterro de Juca de Oliveira aconteceu neste domingo, 22, no Cemitério do Araçá, em São Paulo. A cerimônia contou com a presença de familiares e amigos do ator.
O dramaturgo, um dos grandes nomes da televisão e do teatro no Brasil, morreu no sábado, 21. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde sexta-feira, 13, e enfrentava uma pneumonia associada a complicações cardíacas. Poucos dias depois da internação, no dia 16, havia completado 91 anos.
Uma vida dedicada à arte
Com uma trajetória que atravessa décadas, Juca de Oliveira construiu uma carreira extensa e diversa. Foram mais de 30 novelas e minisséries, cerca de dez filmes e mais de 60 peças teatrais, muitas delas também assinadas por ele como autor.
Mais do que números, sua história se confunde com a própria evolução da dramaturgia brasileira. Entre palcos e estúdios, trabalhou com alguns dos maiores nomes da cultura nacional e ajudou a moldar o teatro e a televisão como conhecemos hoje.
Muitos de seus trabalhos tinham forte teor político, assim como seus posicionamentos ao longo da vida. Em 2022, ele relatou ao Estadão a angústia de ter sido obrigado pela pandemia dois anos antes a tirar de cartaz a comédia Mãos Limpas, que vinha lotando o Teatro Renaissance.
"Foi a pior sensação da minha vida bloquear um espetáculo que garantia o sustento de uma equipe e perceber que a paralisação se arrastaria por muito tempo", disse. Mas comemorava poder retornar aos palcos com a peça A Flor do Meu Bem-Querer.
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