Os funcionários da unidade de processamento de carne bovina da Cargill em Fort Morgan, no Estado do Colorado (EUA), representados pelo sindicato Teamsters Local 455, votaram a favor da ratificação de um novo acordo coletivo de trabalho, informou a companhia em atualização oficial divulgada na segunda-feira, 17. A aprovação do contrato encerra um impasse trabalhista que durava quase três meses e autoriza a reabertura da planta industrial.
A unidade de Fort Morgan estava com as atividades interrompidas desde 20 de maio, quando a Cargill decretou um locaute e impediu a entrada de cerca de 2 mil funcionários, depois que 85% dos trabalhadores sindicalizados rejeitaram uma proposta contratual anterior.
À época, a multinacional justificou a paralisação forçada alegando que a ameaça de greve trazia riscos operacionais e de segurança alimentar ao manejo de animais vivos.
A decisão foi criticada pelo secretário-tesoureiro do Teamsters Local 455, Dean Modecker, que acusou a empresa de adotar uma postura abusiva contra os empregados durante a negociação.
Conforme o plano divulgado pela Cargill, a retomada das operações ocorrerá de forma gradual e por etapas.
Os trabalhadores passarão por treinamentos de reciclagem e por atividades de preparação do maquinário e das áreas de produção após o período prolongado de inatividade.
O cronograma para o reinício do abate de gado será coordenado diretamente com os pecuaristas fornecedores da região, à medida que as equipes concluírem a capacitação.
A empresa informou ainda que continuará a utilizar sua rede logística complementar para atender os clientes da cadeia de carne bovina durante a transição e ressaltou que não fornecerá detalhes financeiros do contrato ratificado.
0 Comentário(s)