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Diário de Notícias

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Herpes labial: infecção viral comum exige cuidados para evitar transmissão e novas crises

O herpes labial é uma infecção causada, na maioria dos casos, pelo vírus Herpes simplex tipo 1 (HSV-1). A doença se manifesta por meio de pequenas bolhas dolorosas ao redor dos lábios, nariz ou queixo e pode permanecer latente no organismo por toda a vida. Embora não tenha cura definitiva, o tratamento adequado ajuda a reduzir os sintomas, acelerar a cicatrização e diminuir o risco de transmissão.

As crises podem ser desencadeadas por diversos fatores, como exposição excessiva ao sol, estresse, febre, gripe, fadiga, alterações hormonais, baixa imunidade, frio intenso e menstruação. Antes mesmo do aparecimento das bolhas, muitas pessoas relatam sinais iniciais, como ardência, coceira ou formigamento na região afetada, sintomas que indicam a reativação do vírus.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com as lesões, como durante beijos ou pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal, incluindo copos, talheres, garrafas, toalhas e batons. O vírus também pode ser espalhado para outras partes do próprio corpo por meio da chamada autoinoculação, quando a pessoa toca na ferida e, em seguida, leva a mão aos olhos ou a outras regiões sem higienização adequada.

A evolução da doença costuma ocorrer em quatro etapas: inicialmente surgem pequenas bolhas agrupadas; em seguida, elas aumentam e se tornam mais dolorosas e contagiosas; depois rompem, formando uma ferida seca; e, por fim, inicia-se o processo de cicatrização. Durante esse período, especialistas recomendam evitar o contato direto com outras pessoas, manter boa higiene das mãos e procurar orientação médica, principalmente em casos recorrentes ou quando as lesões são extensas. O uso de medicamentos antivirais pode reduzir a duração da crise e aliviar os sintomas quando iniciado nos primeiros sinais da infecção.

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