Mesmo em alta de 0,49%, aos 184.108,29 pontos no fechamento da sessão, o Ibovespa acumulou a quarta perda semanal, com giro a R$ 30,0 bilhões nesta sexta-feira, 8. Entre a mínima e a máxima, oscilou dos 183.217,23 até os 185.584,45 pontos, tendo saído de abertura aos 183.222,05. No ano, sobe 14,26%. Na semana, caiu 1,71%.
"Hoje o DI e o câmbio operaram em baixa após mercado de trabalho nos EUA dar sinais de maior resiliência", diz Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, em referência ao relatório oficial sobre a geração de vagas, o payroll, divulgado pela manhã. Como efeito, o dólar global cedeu terreno na sessão, com fluxo positivo também para o Brasil, o que resultou em apreciação da moeda brasileira, com a americana a R$ 4,89 no fechamento do dia.
Ainda assim, acrescenta Tavares, os sinais ainda são mistos com relação ao cenário externo, em que o mercado se mantém atento às tensões, com o petróleo em torno de US$ 101 por barril, no Brent. Mas, na sessão, "a soma de incerteza global em relação à guerra com o cenário de dólar mais fraco acabou por favorecer o DI e o real", com efeito também, positivo, para a Bolsa.
Nesse contexto, o Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira mostra aumento moderado do otimismo do mercado com relação ao desempenho das ações no curtíssimo prazo. Entre os participantes, a parcela dos que esperam alta para o Ibovespa na próxima semana cresceu de 33,33% na última edição para 44,44%, enquanto a dos que preveem estabilidade caiu de 22,22% para 11,11%. Os que responderam baixa são 44,44%, mesmo porcentual da pesquisa anterior.
"Se, na semana anterior, o mercado fechou abril com o Copom e o Fed ditando o tom, esta semana foi dominada, mais uma vez, pelo vai e vem geopolítico. Mas com um adicional importante: a temporada de resultados corporativos começou a ganhar mais importância e a influenciar os preços de forma relevante", diz Bruna Sene, analista de renda variável da Rico. "O padrão que se consolida é de um mercado que reage com intensidade a cada manchete geopolítica, em ambas as direções, mas que vai aprendendo a conviver com a incerteza", acrescenta.
Na B3 nesta sexta-feira, Petrobras encerrou o dia na contramão do petróleo, com a ON em baixa de 0,87% e a PN, de 1,19%, na mínima do dia no fechamento, a R$ 45,67. No ano, contudo, ambas as ações são destaques absolutos entre as blue chips, com a primeira em alta de 55,43% e a segunda, de 49,89%, comparadas a 13,24% para Vale ON, principal papel do Ibovespa, e 6,07% para Itaú PN, principal papel do setor financeiro, o segmento de maior peso no índice da B3.
Na sessão, Itaú PN +1,15% e Vale ON +1,77%. Na ponta ganhadora do Ibovespa nesta sexta-feira, Yduqs (+7,87%), Localiza (+7,62%) e Vibra (+4,55%). No lado oposto, Embraer (-11,45%), Vivara (-10,77%) e Magazine Luiza (-9,95%).
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