Gianni Infantino continua a buscar apoio para sua candidatura à reeleição na presidência da Fifa. O ítalo-suíço aproveitou uma reunião com dirigentes caribenhos e o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, para fazer uma crítica a opositores. O canadense Montagliani é um possível candidato de oposição na eleição do ano que vem.
O encontro ocorreu no último fim de semana, na República Dominicana. Na véspera, o líder da Concacaf sugeriu que Infantino não fosse ao país caribenho. A confederação, junto à Uefa e à AFC, retirou apoio à reeleição, mas há associações divergentes, como os próprios dominicanos e o México.
"Queremos fazer o futebol crescer em cada um dos nossos 211 países no mundo. Alguns, infelizmente, não precisam e não querem que outros cresçam, mas precisamos diminuir essa diferença entre os grandes países e todos os outros", disse Infantino na reunião.
A sugestão de Montagliani para a ausência de Infantino havia sido justificada pelo "foco que a mídia daria à crise na Fifa". A viagem ocorreu por causa do Challenge Series Sub-14, competição da União Caribenha de Futebol (UCF).
A UCF respaldou a retirada de apoio pela Concacaf. O órgão não tem representante dominicano entre seus diretores. A entidade regional recebeu cerca de US$ 5 milhões (R$ 25,7 milhões) para iniciativas como o Challenge Series. Entre os 31 integrantes da UCF, apenas 25 são associações filiadas à Fifa.
Na República Dominicana, Infantino cumpriu agenda com outras lideranças, como o presidente da federação local, José Deschamps, e o Ministro do Esporte e Recreação da República Dominicana, Kelvin Cruz. A visita foi estratégica para tentar angariar apoio de outras associações caribenhas.
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