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Diário de Notícias

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Julho das Pretas mobiliza manifestações em todo o Brasil e fortalece marcha por reparação e igualdade racial


O mês de julho foi marcado por uma série de mobilizações em diferentes estados brasileiros dentro da programação do Julho das Pretas, movimento que reúne organizações, coletivos e ativistas em defesa dos direitos das mulheres negras. Neste fim de semana, marchas, caminhadas, debates e manifestações públicas ocorreram em diversas capitais, reforçando a luta contra o racismo, o sexismo e as desigualdades sociais.

A edição de 2026 tem como tema "Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver", em sintonia com a mobilização nacional das mulheres negras por políticas públicas voltadas à reparação histórica, à justiça social e à ampliação da participação política. As atividades também celebram o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

No Rio de Janeiro, milhares de participantes ocuparam a orla de Copacabana durante a tradicional Marcha Estadual das Mulheres Negras. Em outras regiões do país, como Maranhão, Bahia, Piauí e Sergipe, a programação incluiu feiras de afroempreendedorismo, apresentações culturais, rodas de conversa, seminários e atos públicos voltados ao enfrentamento da violência racial e de gênero.

Criado em 2013 pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas tornou-se uma das maiores articulações políticas de mulheres negras do país. Ao longo de mais de uma década, a iniciativa ampliou o debate sobre igualdade racial, democracia, educação, saúde, cultura e direitos humanos, consolidando uma agenda nacional de mobilização que reúne centenas de organizações da sociedade civil.

Os organizadores destacam que as ações de 2026 também buscam fortalecer a continuidade da mobilização nacional em defesa da reparação histórica e do chamado "Bem Viver", conceito que propõe uma sociedade baseada na igualdade, na dignidade, na valorização das comunidades tradicionais e na superação das diversas formas de discriminação. Para os movimentos participantes, o Julho das Pretas segue como um espaço de resistência, memória e construção de políticas públicas voltadas à promoção da equidade racial e de gênero.

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