O Kremlin classificou como "bastante automática" a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano as sanções contra a Rússia e afirmou não ter nutrido expectativas elevadas de mudança no atual contexto de negociações entre os dois países.
O presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu as medidas restritivas adotadas em razão do conflito na Ucrânia. Questionado por jornalistas sobre se Moscou esperava um desfecho diferente diante das conversas em andamento com Washington, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o governo russo já trabalhava com a hipótese de continuidade das sanções.
"A decisão é bastante automática, trata-se de uma prorrogação. E quanto ao que acontecerá depois, como resultado do processo de negociações, veremos já a partir dos resultados dessas conversas que forem concluídas", disse Peskov, segundo informações do pool de imprensa do Kremlin organizado pela RIA Novosti.
Peskov ressaltou que o diálogo com os EUA é complexo e deve se estender por mais tempo. "O processo de negociações, como dissemos repetidamente, é complexo. E é prolongado. Portanto, naturalmente, não tínhamos expectativas elevadas a esse respeito", afirmou.
No início desta semana, representantes de Rússia, Ucrânia e EUA se reuniram em Genebra para discutir a resolução do conflito. Paralelamente, o grupo de trabalho Rússia-EUA para questões econômicas mantém contatos bilaterais. Para o Kremlin, eventuais mudanças no regime de sanções dependerão do avanço concreto dessas tratativas.
Em meio à pressão ocidental, Peskov também destacou a continuidade da aproximação com a China. Segundo ele, há entendimento de que o presidente russo, Vladimir Putin, fará uma visita ao país asiático ainda neste ano, e os dois lados manterão a "troca regular de visitas em alto nível", reforçando a parceria estratégica entre Moscou e Pequim.
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