A processadora norte-americana de carnes Tyson Foods reportou lucro líquido de US$ 182 milhões (ou US$ 0,52 por ação) em seu terceiro trimestre fiscal de 2026 (encerrado em 27 de junho), um salto em relação aos US$ 61 milhões (US$ 0,17 por ação) apurados em igual período do ano anterior. Em termos ajustados, o lucro por ação ficou em US$ 0,99, superando os US$ 0,98 previstos pelo consenso de analistas. No entanto, a piora das perspectivas para o segmento bovino levou a empresa a cortar sua projeção de lucro operacional anual.
As vendas líquidas consolidadas somaram US$ 13,868 bilhões no trimestre, praticamente estáveis em relação ao ano anterior (-0,1% em bases reportadas e +0,6% ao desconsiderar o impacto de uma provisão para contingência legal de US$ 98 milhões). O lucro operacional ajustado totalizou US$ 547 milhões, alta de 8,3% na comparação anual.
A divisão de carne bovina continuou pressionando os resultados consolidados em virtude do encarecimento do gado vivo e do menor rebanho nos EUA. O segmento registrou prejuízo operacional ajustado de US$ 138 milhões no trimestre (e prejuízo reportado de US$ 142 milhões). O volume de vendas de carne bovina recuou 15,9%, enquanto a média de preços avançou 12,1% no período.
Em contrapartida, as demais proteínas ajudaram a amortecer os impactos. A divisão de frango reportou lucro operacional ajustado de US$ 488 milhões, impulsionada por alta de 1% no volume e de 2,2% nos preços médios. O segmento de alimentos preparados teve lucro de US$ 321 milhões (com alta de 0,1% em volume), enquanto a carne suína gerou lucro operacional de US$ 60 milhões, sustentada por um salto de 5,2% nos volumes comercializados.
Projeções para 2026
Diante dos elevados custos pecuários, a Tyson reduziu sua estimativa para o lucro operacional ajustado do ano fiscal de 2026 para o intervalo de US$ 2,1 bilhões a US$ 2,3 bilhões (frente à faixa anterior de US$ 2,2 bilhões a US$ 2,4 bilhões). Para a carne bovina, a expectativa de prejuízo operacional ajustado anual piorou para a faixa entre US$ 500 milhões e US$ 650 milhões (ante previsão anterior de prejuízo de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões).
Para o acumulado do ano fiscal de 2026, a companhia projeta crescimento de vendas entre 2,5% e 3,5% ante 2025. O fluxo de caixa livre esperado no ano fiscal oscila entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,7 bilhão, com investimentos em capital (capex) previstos entre US$ 700 milhões e US$ 900 milhões.
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