A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), deixou o comando da pasta nesta quarta-feira, 1º, para se candidatar em São Paulo. A saída dela foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Ainda não se sabe se ela vai disputar uma das cadeiras do Senado ou se irá concorrer à reeleição na Câmara. A definição depende de uma conversa de Marina com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula, porém, já sinalizou que deseja ter Marina concorrendo ao Senado por São Paulo para ter um palanque forte no Estado. Junto à agora ex-ministra, a chapa governista para a Casa Alta deve ser composta pela ex-ministra do Planejamento Simone Tebet.
A saída do cargo é obrigatória pela chamada desincompatibilização - prazo dado pela Justiça Eleitoral para os políticos deixarem seus cargos e serem candidatos nas eleições. O limite neste ano é 4 de abril.
Com a saída de Marina, o novo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima é João Paulo Ribeiro Capobianco, que era o secretário-executivo - o "número 2" - da pasta. A nomeação dele também já foi formalizada em DOU Extra.
Capobianco é biólogo e ambientalista, e ajudou a criar o think tank Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), que é propagador de visões ambientais.
Aliado de Marina, ele foi o responsável por coordenar a primeira campanha dela à Presidência, em 2010, quando Marina ficou em terceiro lugar e não foi ao segundo turno, quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi vitoriosa.
Na primeira gestão de Marina no Ministério do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008, Capobianco também foi o secretário-executivo. Ele saiu da pasta junto com Marina quando, contrariada por decisões do segundo mandato de Lula, ela deixou a Esplanada.
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