A pré-candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), afirmou nesta quarta-feira, 29, que a definição de seu suplente ainda está em fase inicial. Embora PDT e PT já tenham anunciado nomes para as suplências de Marina e da ex-ministra Simone Tebet (PSB), o PSOL decidiu, em convenção realizada no domingo, reivindicar uma das vagas para o vereador de São Carlos Djalma Nery (PSOL).
Conforme adiantou o Broadcast Político, o PT indicou para a suplência de Tebet o ex-chefe de gabinete do pré-candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) no Ministério da Fazenda, Laio Correia Morais. Já o PDT escolheu o sindicalista Antônio Neto para a suplência de Marina.
Diante da possibilidade de a vaga ficar com o PSOL, os trabalhistas ameaçaram lançar uma candidatura própria ao Senado, o que poderia dividir os votos da esquerda e prejudicar a estratégia do campo, que trabalha, até o momento, com Marina e Tebet para as duas cadeiras em disputa. As suplências são cobiçadas porque as ex-ministras podem retornar ao governo federal caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquiste um quarto mandato, abrindo espaço para que os suplentes assumam.
"Não há uma diferença entre a indicação do PSOL e a indicação que foi feita pelos outros partidos. Agora, o que vamos fazer é discutir dentro da frente ampla como é que a gente faz esse afunilamento", afirmou Marina. "A discussão está no início."
A chapa de Haddad, Marina e Tebet é apoiada por sete partidos: PT, PSB, Rede, PSOL, PDT, PCdoB e PV e todos fizeram suas indicações. "O bom é que são quatro vagas: duas primeiras suplências e duas segundas suplências. Então, temos aí um espaço até o dia 5 para fazer o consenso progressivo", continuou a ex-ministra.
As declarações foram dadas em coletiva de imprensa antes do evento Quilombo nos Parlamentos, na capital paulista. A iniciativa apoia candidaturas de pessoas negras de partidos de centro-esquerda e esquerda ao Legislativo em todo o País. Haddad também participou.
"É só pesar todos os argumentos que estão sendo levados à consideração dela, para que ela opte pela melhor solução, que seja representativa dos anseios dela como senadora. ... Nós vamos alimentar a Marina com as melhores informações da militância e dos partidos que compõem a coalizão, para que ela forme um juízo e possa decidir", disse Haddad.
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