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Diário de Notícias

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Novas vacinas contra chikungunya avançam no Brasil e ampliam perspectivas de prevenção

O Brasil avança no desenvolvimento e na avaliação de novas vacinas contra a chikungunya, doença transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Duas opções chegaram a etapas importantes no País em 2026, enquanto pesquisadores brasileiros também trabalham no desenvolvimento de uma nova tecnologia de imunização contra a doença.

Uma das vacinas é a CHIKV VLP, produzida pela Eurofarma e já aprovada em outros países, que foi submetida à análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O imunizante utiliza partículas semelhantes ao vírus, mas sem material genético, tecnologia que busca estimular a resposta do sistema imunológico sem provocar a doença.

Outra alternativa é a Butantan-CHIK, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. A vacina utiliza vírus vivo atenuado e está autorizada para pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição à chikungunya. Paralelamente, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Bonn, na Alemanha, desenvolvem outro imunizante, ainda em fase pré-clínica.

Os avanços ocorrem após o Brasil registrar cerca de 129 mil casos prováveis e 121 mortes por chikungunya em 2025. Especialistas ressaltam, porém, que a vacinação não substitui o combate aos criadouros do Aedes aegypti. A eliminação de recipientes com água parada e outras medidas de controle do mosquito continuam fundamentais para reduzir a circulação da doença.

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