O número de mortos nos ataques de Israel no Líbano realizado na quarta-feira, 8, subiu para 357, segundo o Ministério da Saúde. Ao todo, 1.223 pessoas ficaram feridas na ofensiva. O total de mortos chegou a 1.953 mortos em ataques israelenses desde 2 de março.
O novo balanço, segundo o ministério, "continua sendo provisório" porque as buscas por pessoas entre os escombros e a identificação das vítimas ainda estão em andamento.
A ofensiva ocorreu menos de 24 horas após o anúncio de cessar-fogo.
O exército israelense lançou 160 mísseis em 10 minutos no ataque contra o Hezbollah que envolveu 50 caças que tinham como alvo cerca de 100 centros de comando do grupo, entre outras infraestruturas militares em Beirute, no sul do Líbano. O ataque foi o mais violento do país desde o começo da guerra.
Israel afirmou ter matado mais de 180 combatentes do movimento islâmico Hezbollah, aliado de Teerã, durante os ataques. "De acordo com uma primeira avaliação dos serviços de inteligência do exército, mais de 180 terroristas do Hezbollah foram eliminados", informou, acrescentando que o número não era definitivo.
Ataques de Israel continuam e deixam mais mortos
Nesta sexta-feira, 10, o exército israelense voltou a realizar novos ataques no país. Segundo a mídia estatal libanesa, bombardeios atingiram a cidade de Nabatiyeh e deixaram ao menos oito mortos.
Cobrança do Irã
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta sexta-feira, 10, que as negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra não poderiam começar até que um cessar-fogo fosse implementado no Líbano e os ativos iranianos congelados no exterior fossem liberados, uma posição que poderia inviabilizar as conversas antes mesmo de começarem.
"Duas das medidas mutuamente acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações", escreveu Ghalibaf em uma publicação no X. "Essas duas questões devem ser cumpridas antes do início das negociações."
Ghalibaf não explicou o que queria dizer com ativos bloqueados, mas os fundos iranianos no exterior são frequentemente congelados em consequência das sanções impostas pelos Estados Unidos e outras nações ocidentais.
*Com agências internacionais
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