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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta-feira, 29, que subiu de sete para nove o número de segmentos industriais otimistas em janeiro. São os resultados setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei). Vinte setores, no entanto, continuam pessimistas.
Os resultados de janeiro não trazem mudanças relevantes em relação à leitura de falta de confiança observada ao longo de 2025. A deterioração da confiança pode ser explicada pelo processo de desaceleração da economia, pela forte entrada de produtos importados, que captura parte relevante da demanda doméstica por bens industriais, e pelos efeitos dos juros elevados sobre o setor produtivo, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Para esta edição do Icei Setorial, a CNI consultou 1.642 empresas: 671 de pequeno porte; 587 de médio porte; e 384 de grande porte, entre 5 e 14 de janeiro de 2026.
Os setores mais confiantes em janeiro são:
- Impressão e reprodução: 53,4 pontos;
- Perfumaria, limpeza e higiene pessoal: 52,6 pontos;
- Farmoquímicos e farmacêuticos: 52,4 pontos;
- Extração de minerais não-metálicos: 51,8 pontos.
Enquanto os menos confiantes são:
- Metalurgia: 43,7 pontos;
- Couros e artefatos de couro: 44,9 pontos;
- Celulose e papel: 45 pontos;
- Vestuário e acessórios: 45,5 pontos.
Um Icei abaixo de 50 pontos aponta um cenário sem confiança empresarial. Entre as pequenas indústrias, o Icei continuou em 47,9 pontos. Nas indústrias de médio porte, o indicador subiu 0,7 ponto, para 49 pontos. Já entre as grandes empresas, o índice subiu 0,4 ponto, para 49,5 pontos.
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