0

Diário de Notícias

DN.

Rússia convoca embaixador do Japão após críticas à visita de Putin às Ilhas Curilas

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou nesta terça-feira, 18, o embaixador do Japão para protestar contra a condenação, por Tóquio, da visita do presidente Vladimir Putin às Ilhas Curilas, arquipélago no Pacífico controlado por Moscou e reivindicado pelos dois países.

Na semana passada, Putin esteve em Iturup, uma das quatro ilhas mais ao sul da cadeia, que o Japão chama de Territórios do Norte.

A União Soviética tomou as ilhas do Japão nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, e a disputa impede os dois países de assinarem um tratado de paz que encerre formalmente as hostilidades.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse que a viagem de Putin - a primeira dele às ilhas - é "incompatível com a posição japonesa sobre os Territórios do Norte" e "absolutamente inaceitável".

Segundo ela, a visita representa mais um golpe em relações já deterioradas pela guerra na Ucrânia, e Moscou deveria compreender as consequências.

O ministro das Relações Exteriores japonês, Toshimitsu Motegi, afirmou que Tóquio "protesta energicamente" contra a ida de Putin a Iturup, que o Japão chama de Etorofu, ressaltando que "os Territórios do Norte, incluindo a ilha de Etorofu, fazem parte do território japonês por direito histórico e à luz do direito internacional".

O vice-chanceler russo, Mikhail Galuzin, reuniu-se nesta terça com o embaixador japonês, Akira Muto, para registrar protesto formal contra as declarações "antirrussas" de Takaichi e Motegi.

"A soberania e a jurisdição da Rússia sobre as Curilas do Sul são absolutamente inabaláveis", disse Galuzin a Muto, segundo o ministério russo.

"Esses territórios passaram ao nosso país como resultado da Segunda Guerra Mundial, o que foi consagrado nos acordos pertinentes das Potências Aliadas e na Carta da ONU", afirmou o ministério. "Quaisquer tentativas do lado japonês de, direta ou indiretamente, colocar em dúvida essa realidade evidente são absolutamente inaceitáveis e ilegais."

Galuzin disse ao embaixador que, diante da adesão do Japão às sanções ocidentais contra a Rússia e do apoio a Kiev, "Moscou se reserva o direito de adotar contramedidas apropriadas".

Décadas de esforços diplomáticos para negociar um acordo não produziram resultados visíveis. Ao longo dos anos, Moscou também reforçou sua presença militar nas Curilas, em movimentos que reiteram sua posição firme na disputa.

Falando na semana passada a bordo de um navio de guerra russo que participava de exercícios no Pacífico, Putin disse que Moscou antes "havia desenvolvido relações construtivas com vários líderes japoneses, incluindo o tragicamente falecido ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, que fez muito para aproximar Japão e Rússia e alinhar nossas posições".

O Japão impôs sanções à Rússia após o envio de tropas para a Ucrânia, em fevereiro de 2022, e "incluiu a Rússia como uma fonte de ameaças primárias", o que alterou essa relação construtiva, acrescentou Putin.

A Rússia permanece pronta "para cooperar com todos os seus vizinhos, incluindo o Japão e outros Estados da região", afirmou Putin. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

0 Comentário(s)

Faça login para comentar.