O Magazine Luiza registrou prejuízo líquido contábil de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões apurado em igual período do ano passado.
Considerando os efeitos não recorrentes, o prejuízo líquido ajustado foi de R$ 33,9 milhões no trimestre, ante lucro ajustado de R$ 11,2 milhões um ano antes.
A receita líquida somou R$ 9,2 bilhões no trimestre, queda de 2,0% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado caiu 5,4%, para R$ 717,6 milhões. Ainda assim, a margem Ebitda ajustada ficou em 7,8%.
A companhia atribuiu o desempenho à combinação de maiores despesas financeiras e ao cenário ainda pressionado para o consumo, apesar da manutenção da disciplina operacional e da expansão das margens.
O resultado financeiro líquido ajustado ficou negativo em R$ 568,7 milhões no trimestre, alta de 16,5% na comparação anual. Segundo a companhia, a piora refletiu principalmente o avanço da taxa básica de juros, que passou de 12,25% no início do primeiro trimestre de 2025 para 15,0% no início deste ano.
As vendas totais da companhia, incluindo lojas físicas, e-commerce e marketplace, totalizaram R$ 15,2 bilhões no período. O desempenho foi impactado pela retração de 11,0% do e-commerce total, parcialmente compensada pelo crescimento de 6,9% das lojas físicas.
Segundo Rossini, o Magalu continuou ganhando participação de mercado nas lojas físicas, em um trimestre em que o mercado ficou "praticamente estável".
Na estrutura de capital, o Magalu encerrou março com caixa líquido ajustado de R$ 1,2 bilhão e posição total de caixa de R$ 6,2 bilhões, considerando caixa, aplicações financeiras e recebíveis de cartão de crédito disponíveis.
Já os investimentos somaram R$ 189,6 milhões no primeiro trimestre, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, 84% foram destinados à área de tecnologia.
Em entrevista a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a diretora de Relações com Investidores do Magalu, Vanessa Rossini, afirmou que o trimestre foi marcado pela preservação das margens, especialmente nos canais digitais, em meio à alta global no custo de chips de memória, que pressionou os preços de categorias como smartphones, TVs e itens de informática.
Segundo a executiva, o aumento nos preços dessas categorias afetou não apenas o Magalu, mas o mercado como um todo. "Nós repassamos esse aumento e o cliente demora um tempo até se adaptar a esse novo patamar", afirmou.
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