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Busca por tratamentos para prolongar vida de pets cresce nos Estados Unidos

Busca por tratamentos para prolongar vida de pets cresce nos Estados Unidos

O movimento em torno da longevidade humana começou a transbordar para o mundo animal. Nos Estados Unidos, cresce o número de tutores dispostos a submeter cães e gatos a protocolos experimentais que prometem retardar o envelhecimento e estender a expectativa de vida dos animais de estimação. Relatos indicam gastos da ordem de US$ 500 por mês, valor destinado exclusivamente a intervenções antienvelhecimento, sem contar despesas veterinárias convencionais.

Entre as abordagens mais procuradas estão o uso de rapamicina em doses baixas, medicamento originalmente imunossupressor que apresentou resultados preliminares promissores em modelos animais de laboratório, além de peptídeos, terapias com luz vermelha e suplementos de formulação complexa. Também há casos de tutores que dividem com os animais remédios prescritos para si mesmos — prática que preocupa profissionais da área.

O apelo comercial é evidente. O setor pet nos Estados Unidos deve movimentar cerca de US$ 165 bilhões em 2026, e os serviços ligados à longevidade despontam como um dos nichos mais lucrativos e de crescimento mais acelerado. Clínicas especializadas, startups e marcas de suplementos disputam um público emocionalmente engajado e disposto a pagar caro pela possibilidade de mais alguns anos ao lado do animal.

O problema é o descompasso entre marketing e ciência. Não há, até o momento, comprovação consolidada de que essas substâncias ampliem de fato a vida de cães e gatos, e a evidência disponível na literatura veterinária é limitada. Especialistas alertam que administrar medicamentos humanos ou terapias não aprovadas sem prescrição pode provocar efeitos colaterais graves, e recomendam que qualquer protocolo seja discutido com um veterinário antes de ser adotado.

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