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Tom Stoppard, dramaturgo que venceu cinco prêmios Tony, além do Oscar de melhor roteiro adaptado pelo filme Shakespeare Apaixonado (1998) morreu aos 88 anos de idade. A informação foi confirmada à imprensa por seus agentes, mas a causa da morte não foi divulgada.

"Ele será lembrado por suas obras, seu brilhantismo e humanidade, sagacidade, generosidade de espírito e seu profundo amor pela língua inglesa", consta em comunicado. Os teatros de Londres prometem apagar as suas luzes durante dois minutos às 19h na próxima terça em reconhecimento a Stoppard.

Tomás Sträussler, seu nome de batismo, nasceu na Cheoslováquia (na cidade de Zlín, atualmente em território chéquio) em 3 de julho de 1937. Quando tinha apenas dois anos de idade, sua família sofria com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945): seus quatro avós morreram em campos de concentração.

Precisou fugir para a região de Singapura, na Ásia. Posteriormente, iria para a Índia. Seu pai teve que ficar mais um pouco e iria depois, mas acabou morrendo quando o navio que o levaria foi atacado. No pós-guerra, em 1946, sua mãe casou com um militar inglês, Kenneth Stoppard, e a família voltou à Europa, desta vez para morar no Reino Unido.

Com oito anos de idade, passou parte da infância e a juventude no país, tendo adquirido diversos dos hábitos locais, como a paixão por cricket e o interesse pelos textos de William Shakespeare. Tom Stoppard não cursou faculdade, mas chegou a trabalhar como jornalista. Escreveu diversas peças no teatro inglês antes de migrar para a Broadway.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Stoppard usou seu cérebro para o teatro, o rádio e o cinema e abrangeu Shakespeare, ciência, filosofia e tragédias históricas do século 20 em sua obra. Recebeu cinco prêmios Tony, o mais prestigiado do teatro dos Estados Unidos, por Rosencrantz and Guildenstern Are Dead (1968), Travesties (1976), The Real Thing (1984), The Coast of Utopia (2007), e Leopoldstadt (2023).

Tom Stoppard foi considerado como o maior dramaturgo de sua geração no Reino Unido, tendo vencido diversos prêmios teatrais. O cantor Mick Jagger, dos Rolling Stones, lamentou a morte: "Ele nos deixa uma majestosa obra de um trabalho divertido e inteligente".

No cinema, seu maior reconhecimento veio ao receber o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por Shakespeare Apaixonado, em conjunto com Marc Norman. O filme foi indicado em treze categorias e levou sete prêmios no total. Entre eles, o de melhor atriz para Gwyneth Paltrow, que concorreu contra a brasileira Fernanda a Montenegro, indicada por seu trabalho em Central do Brasil.

* Com informações da agência AP.

Robinson Shiba, empresário que fundou a franquia China In Box e foi um dos investidores das primeiras temporadas do programa Shark Tank Brasil, voltou a dar uma palestra na última sexta-feira, 28.

Em 2019, ele sofreu um acidente de moto que deixou sequelas motoras e na fala. Por causa do incidente, Shiba passou seis anos afastado da mídia e de grandes interações com o público.

Shiba usa IA para fazer palestra

Na apresentação, Shiba se comunicou por meio de um aparato tecnológico que gera o que escreve simulando sua voz via inteligência artificial. "Poder estar de volta e aqui falando é de longe uma das melhores sensações da minha vida", afirmou durante o Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia.

"Obrigado a toda a equipe que está ao meu lado, família e amigos. Ubuntu é uma filosofia que levo para a minha vida e, depois do acidente, passou a fazer mais sentido ainda. Eu sou o que nós somos. Que a gente possa seguir fazendo a diferença na vida das pessoas e deixando elas fazerem nas nossas. Agradeço a todos vocês que permitiram esse momento. Espero ter servido de inspiração. Acreditem em vocês", comentou, em outro momento no evento compartilhado em seus stories de Instagram.

Robinson Shiba também anunciou que fará uma participação no próximo episódio do Shark Tank Brasil, que deve ir ao ar no YouTube na próxima segunda-feira, 1º. Ele fez parte do elenco fixo de investidores nas quatro primeiros temporadas do programa, entre 2016 e 2019.

O que aconteceu com Shiba, do 'Shark Tank'

Robinson Shiba enfrentou problemas de saúde, incluindo uma parada cardíaca, desde que sofreu um acidente de moto em 18 de fevereiro de 2019. Durante dois anos e três meses, 'sumiu' de suas redes sociais. Retornou em postagens esporádicas a partir de 2021, quando mostrou parte de seu progresso.

Em entrevista ao Uol em setembro de 2021, Marcia Shiba, sua mulher, relatou que ele chegou a ficar em coma induzido durante a internação de três meses no hospital. Em seguida, passou cerca de um ano e meio em uma clínica de reabilitação antes que pudesse voltar para casa. Segundo ela, o marido "compreende quando as pessoas conversam com ele e sua memória não foi afetada". A comunicação, porém, vinha limitada a alguns sons, olhares e movimentos de apontar.

"O longo período de traqueostomia e a falta da fala prejudicaram a ingestão de alimentos. Mas ele pode se comunicar por meio de sons. Ele também não tem nenhum sentido bloqueado. Pode mexer qualquer parte do corpo, mas o acidente proporcionou um traumatismo cranioencefálico muito grave no lado esquerdo, o que comprometeu boa parte de sua coordenação motora", afirmou.

A empresária Débora Maia, mãe da atriz Mel Maia, foi encontrada morta em sua residência, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã de sexta-feira, 28. Ela tinha 53 anos e vivia sozinha em um apartamento na Barra da Tijuca. A descoberta aconteceu quando uma funcionária da casa chegou ao local e encontrou Débora caída no banheiro.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, conduzida pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Até o momento, a causa não foi informada oficialmente. Familiares estão em contato direto com os agentes responsáveis e acompanham os trâmites da investigação. O pai da atriz, Luciano Souza - ex-marido de Débora - também esteve no imóvel para prestar apoio e aguardar orientações.

Vida pessoal e relação com as filhas

Débora era mãe de três filhos: Yasmin, estudante universitária, Mel, de 21 anos, e Lukas, que morreu ainda na infância. O luto pelo primogênito permaneceu como parte marcante de sua trajetória - ela chegou a tatuar homenagens ao menino nas mãos.

Após a separação, Débora passou a morar sozinha e mantinha presença ativa nas redes sociais, onde reunia dezenas de milhares de seguidores. Ali, compartilhava momentos do cotidiano, registros familiares e acompanhava de perto a carreira de Mel, celebrando estreias e novos trabalhos da atriz. Em outubro do ano passado, fez publicações emocionadas comentando dificuldades pessoais e o afastamento das filhas.

Além de acompanhar a vida artística de Mel, Débora também atuava como empresária e assessora. Ela trabalhou na gestão da carreira da filha no início de sua trajetória na televisão e, mais recentemente, assessorava o jovem surfista Lorenzo Abreu, de 11 anos.

Investigação e despedida

Informações preliminares apontam que Débora utilizava medicamentos que exigiam cuidados específicos e que teria feito alterações recentes no tratamento. A polícia, no entanto, ainda não confirmou qualquer relação entre esses fatores e a morte.

O velório e a cremação estão marcados para este sábado, no Crematório da Penitência, no Caju, no Rio de Janeiro. A família pediu privacidade neste momento delicado e reforçou que só irá se manifestar após o avanço das investigações.

Enquanto aguardam esclarecimentos, amigos, seguidores e admiradores de Mel Maia têm prestado solidariedade à família nas redes sociais. A equipe da atriz também confirmou o falecimento publicamente e pediu respeito à memória de Débora.