SP susta vacinação em drive-thrus após imunizar mais de 90% dos 77 anos ou mais

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A Prefeitura de São Paulo suspendeu a vacinação no sistema de drive-thru, que voltará a funcionar após o anúncio do governo do Estado na segunda-feira, 8, das novas faixas etárias para o plano de imunização contra a covid-19. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alega que já aplicou 882.110 vacinas, sendo 678.649 com a primeira e 203.461 com a segunda dose (dados contabilizados até 4 de março), e que mais de 90% dos grupos prioritários já tinham sido vacinados até sexta-feira, 5. Na faixa entre 80 e 84 anos o alcance foi de 95% e entre 77 e 79 anos atingiu mais de 90% dos idosos.

Com a vacinação suspensa em drive-thrus da capital paulista, as equipes responsáveis por este atendimento foram remanejadas para as unidades de saúde, que possuem uma demanda grande de pessoas. Aos sábados, os idosos podem procurar por uma das 82 UBS's/AMA's integradas para a imunização.

Recomendação

A SMS recomenda que os idosos busquem a vacina de maneira gradual, evitando aglomerações nos postos da capital e preenchendo o pré-cadastro no site Vacina Já para agilizar em até 90% o tempo de atendimento para imunização.

Critérios para a imunização

Nesta fase da campanha, seguindo os critérios dos programas Estadual e Nacional de Imunização, fazem parte dessa primeira etapa de imunização no município, até o momento:

- Idosos (com mais de 77 anos - a partir de 3/3/2021);

- Pessoas com 60 anos ou mais residentes em instituições de longa permanência (institucionalizadas);

- Pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, residentes em Residências Inclusivas (institucionalizadas);

- População indígena vivendo em terras indígenas;

- Pessoas em situação de rua (com mais de 60 anos a partir de 12/02/2021);

- Trabalhadores da saúde (conferir os grupos de acordo com instrutivos do Vacina Sampa);

- Profissionais Sepultadores, Veloristas, Cremadores e Condutores de Veículos dos cemitérios públicos e privados do município de São Paulo.

Segunda dose

Para a segunda aplicação, também de acordo com os programas Nacional, Estadual e Municipal, são atendidos os profissionais de saúde da linha de frente, idosos que vivem nas Instituições de Longa Permanência (ILPI's), pessoas com deficiências abrigadas em instituições sociais e indígenas aldeados da capital.

No site VacinaSampa também é possível acessar a relação de todas as UBS que contam com a vacinação no sistema drive-thru.

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Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como estupro, violência doméstica e violência contra a mulher. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

Após a acusação de estupro movida contra o apresentador Otávio Mesquita, negada por ele, a comediante Juliana Oliveira pretende mover uma ação contra o SBT. A informação foi confirmada ao Estadão por seu advogado, Hédio Silva Jr. Ele afirma que a emissora falhou ao não "zelar pela integridade física e moral" de Juliana, que diz ter procurado o compliance do canal em setembro do ano passado para tentar resolver a situação. Procurado, o SBT não se manifestou. O espaço segue aberto.

Mas este não é o único desdobramento do caso. A defesa de Mesquita, que considera a acusação "gravíssima", pede indenização por danos morais à ex-assistente de palco (leia mais abaixo).

O que aconteceu

O advogado de Juliana protocolou uma representação criminal contra Otávio Mesquita na última quinta-feira, 27, que foi encaminhada para a Justiça Criminal de Osasco. Na quarta-feira, 2, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) determinou que a polícia deve investigar a denúncia. Feito o inquérito, o relatório volta para o MP-SP, e é só então que uma ação penal pode ser proposta.

O caso tem relação com um episódio ocorrido em 2016 no programa The Noite, apresentado por Danilo Gentili no SBT, quando Juliana ajudava Otávio Mesquita a retirar os equipamentos de segurança - ele havia entrado em cena pendurado. Segundo ela, ele tocou em suas partes íntimas sem o consentimento dela. No vídeo, é possível ver o apresentador simulando movimentos de sexo enquanto a prende pelas pernas.

"Estou muito seguro de que o inquérito vai robustecer as provas de prática de estupro", afirma Hédio Silva. "Nós, inclusive, temos hoje algumas provas complementares que não tínhamos antes de o caso vir à tona, que vamos juntar."

Ao Estadão, o advogado de Otávio Mesquita classifica a acusação como "grave e infundada", e afirma que prestará esclarecimentos. "Ainda não recebemos nenhum documento, nenhuma notificação [do inquérito], mas tão logo a gente receba, vamos cumprir todos os esclarecimentos necessários", declara Roberto Campanella.

Acusação de estupro, e não de assédio, é ponto de debate

Segundo Hédio Silva, foi ele quem alertou Juliana para encaixar a denúncia como crime de estupro. "Ela entendia que seria assédio. Quando eu falei com ela e disse que era estupro, ela própria ficou perplexa", recorda.

Quando se manifestou em suas redes sociais, Otávio se defendeu e disse que enxerga a situação como uma brincadeira, embora indevida. "Agora vendo o vídeo com o olhar dos tempos atuais, sei que não repetiria isso, né? Naquela época podia brincar muito, mas enfim. A distância entre o que aconteceu no palco e um estupro é gigantesca mesmo, é absurdo isso", defendeu-se.

O advogado de Juliana Oliveira explica por que resolveu seguir com a acusação de estupro. "Quando eu falo em assédio, eu estou falando de uma abordagem desconfortável, eventualmente vexatória. Não há toque físico, não há toque erótico. Até 2009, realmente o estupro exigia penetração. A partir de então, o tipo de estupro, praticado mediante violência física, passou a abrigar também o ato libidinoso, o que chamamos de tipo penal aberto; ou seja, a jurisprudência vai dizer o que é", afirma, referindo-se à Lei 12.015/2009.

No entanto, o advogado de Mesquita diverge. "Entendemos que, se a pessoa que está reclamando entendesse isso, ela teria, naquela época, pela lei, um prazo de seis meses para fazer uma representação, que não foi feita", contrapõe Roberto. "Estamos falando agora quase dez anos depois. E também entendemos que não chega nem próximo de um ato de estupro."

O caso nas redes sociais

No meio do turbilhão em torno do assunto, Hédio Silva também reprova o teor de alguns comentários, nos perfis de Juliana e nas redes sociais de modo geral, feitos após a denúncia.

"Você tem o julgamento da internet, você tem as pessoas desqualificando, você tem um monte de advogado que não tem a menor noção do que se trata opinando e atacando. Sempre digo a ela que o tempo de funcionamento das instituições da Justiça não é o mesmo da internet", desabafa.

Agora Otávio Mesquita pede indenização a Juliana Oliveira

Campanella disse que entrou com uma ação civil indenizatória contra Juliana, que começou a tramitar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na quinta-feira, 3.

"Ingressamos com a ação por conta dessa acusação que a gente considera gravíssima e infundada, e que causa dano na imagem de Otávio", explica. "Consideramos um abuso da manifestação. Se alguém aguardou quase dez anos para fazer uma acusação dessas, a gente imaginava que pudesse fazer para a parte em primeiro lugar, e não ir direto para a mídia buscar exposição."

Ainda conforme Roberto Campanella, qualquer valor recebido diante do pedido de indenização será doado. "A gente faz questão de doar para a causa das mulheres. Faremos a doação para uma ONG que presta assistência a vítimas de violência."

O Estadão voltou a procurar o advogado de Juliana, para comentar essa ação, mas ele afirmou, na tarde desta sexta-feira, 4, que a desconhece.

"Não recebemos nada, mas esse script é tão antigo quanto supremacista: o estratagema de tentar transformar vítimas em algozes! Como agora o próprio MP mandou investigar o Otávio, quero saber se vão processar o MP também", disse ele.

Representantes de Juliana pretendem mover ação contra SBT

Hédio Silva conta que Juliana já se manifestava a respeito da situação nos bastidores do The Noite, e diz que um vídeo do Programa do Ratinho da última segunda-feira, 31, em que o comediante Igor Guimarães fala no assunto, será anexado às provas.

Ele também diz que a ex-assistente de palco procurou o SBT formalmente para lidar com a questão antes de envolver a Justiça, mas conta que não houve resposta da emissora.

"Não houve [resposta], viu? Mas, inclusive, esses dias aí, em um programa de TV do SBT, colegas dela confirmaram publicamente que isso era uma coisa que a incomodava profundamente", diz. "Ela procura se desvencilhar o tempo todo da situação, ela reage e procura sair do palco, é chamada novamente. Ela reclamou, buscou ajuda, buscou apoio, mas não obteve."

O advogado diz que Juliana levou o caso ao compliance do SBT em setembro do ano passado, após fazer outras reclamações dentro da empresa. "Na condição de alguém que já estava ali em um ambiente de trabalho, ela reclama. Nós temos provas robustas de que ela reclamou e procurou ajuda. Lamentavelmente, não obteve."

Ele também revela que, no momento, reúne uma documentação para mover uma segunda ação, contra o SBT. "Tudo isso vai ser apresentado em uma ação que estamos preparando a ser proposta contra o SBT. Ela era titular de um contrato, prestava serviço à emissora que tinha a obrigação de zelar pela integridade física e moral dela. Isso não foi feito."

Hédio Silva sugere ainda que o desligamento de Juliana da emissora possa ter relação com o caso. "Em setembro, ela leva para o compliance, e em fevereiro é desligada. A conexão não é difícil estabelecer. A empresa, em juízo, vai ter a oportunidade de demonstrar que o desligamento não teve a ver com isso, mas os indícios todos apontam para um desligamento resultante dessa conexão", conclui.

Procurado pelo Estadão, o SBT não se manifestou. O espaço segue aberto.

Vídeo de Otávio Mesquita e Juliana Oliveira no 'The Noite'

O rapper Emicida quebrou o silêncio após o anúncio do processo judicial que abriu contra o irmão, Evandro Fióti. Em seu perfil no Instagram, o artista compartilhou um comunicado em que rebate reportagens que usam as palavras "desvio" e "roubo" e afirma que a decisão pelo rompimento da parceria "não foi repentina ou inesperada".

"Diante da repercussão do caso, achamos por bem prestar breves esclarecimentos sobre algumas questões que têm sido divulgadas na imprensa", diz o comunicado. "Primeiramente, Leandro (Emicida) não está de acordo com a abordagem adotada por alguns veículos de comunicação, que têm usado termos como 'roubo' e 'desvio' na tentativa de traduzir o objeto da disputa judicial em curso, fruto de uma precipitação de uma das partes, que resultou em divulgação de informações distorcidas."

O comunicado afirma que tais termos nunca foram usados por Emicida para descrever o caso, "seja nas suas manifestações [ou] nos autos do processo". A postagem reitera ainda que a decisão do rompimento entre o rapper e Fióti foi "tomada após diversas tentativas de alcançar uma harmonia entre ambos em relação a inúmeras questões essenciais à gestão do negócio e da carreira do artista Emicida".

"Feitos esses esclarecimentos, é desejo de Leandro que seja possível alcançar um acordo amigável entre as partes, sendo que a paz volte a reinar entre os irmãos", conclui o comunicado.

Confira o comunicado completo aqui.

O fim da parceria entre os irmãos se deu em novembro de 2024, quando Emicida pediu que Fióti fosse removido do quadro de sócios da LAB Fantasma, empresa que os dois tinham juntos desde 2009. O rapper revogou a procuração do irmão e informou aos funcionários que ele não tinha mais poder na empresa, além de bloquear suas contas bancárias.

Emicida acusa o irmão de retirar R$6 milhões da conta da LAB Fantasma. A alegação foi uma resposta do artista ao processo movido por Fióti, que tentava impedir que o irmão tomasse decisões individuais na empresa.

Na terça-feira, 1º, Fióti rebateu a acusação, negando qualquer desvio. Em comunicado, ele afirmou que a administração da empresa sempre foi conjunta, com divisão igualitária de ativos e decisões. Também declara que o próprio processo judicial contém documentos que comprovariam que Emicida recebeu valores superiores, incluindo lucros combinados entre as partes.

Maike e Delma, de grupos opostos no BBB 25, enfrentam dificuldades para chegar a um consenso sobre a indicação ao Paredão. Após consequência da última Prova do Líder, os dois foram designados a escolher juntos um nome para a berlinda nesta sexta-feira, 4. Caso não entrem em acordo, ambos serão automaticamente emparedados.

Durante uma conversa na casa, Delma sugeriu que Maike votasse em um de seus aliados para evitar sua própria ida ao Paredão. O paulista recusou a ideia e defendeu sua postura no jogo. "Se tem uma coisa que eu prezo na minha vida é lealdade, sempre prezei. Independente de onde eu estiver. É a coisa que eu mais acho importante, ser leal às pessoas que te ajudaram", afirmou.

A pernambucana insistiu: "Na vida, mas no jogo...", provocando uma resposta direta de Maike: "Tem coisas de extensão da nossa vida, que a gente tem que ser também." Depois o brother sugeriu: "O que for bom para a senhora, o que for bom para mim e o que for justo."

Estratégias e desconfiança

Após a conversa, Maike comentou com Renata que acredita que Delma tenha sido orientada por aliados. "Esse papo foi alguém que falou para ela", opinou. O paulista explicou que pretende perguntar à sister quais são suas três prioridades, para sugerir um nome fora da lista. "Foi tipo isso: se você escolher alguém do seu quarto, a gente não vota em você. Tem coisas que eu acho que são de caráter", completou.

No Quarto Anos 50, Delma relatou a conversa para seus aliados e demonstrou desconfiança sobre as intenções do brother. "Ele não vai ceder de jeito nenhum", afirmou. "Tudo vai ser motivo dele dizer 'Ah, o coração', cheio de argumento, ele como estrategista."

Diego Hypolito reforçou: "Se ele não vai ceder, por que a gente tem que ceder?"

A decisão final entre Maike e Delma será tomada ainda nesta sexta-feira, 4, e poderá definir não apenas quem será indicado, mas também se os dois brothers irão diretamente ao Paredão.