'Urubus no Ar' cria trama sobre poder com ambiente de suspense e interatividade

Geral
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

Quando se trata de contação de histórias, é muito difícil descobrir, de fato, a origem de uma lenda. E com o teatro de sombras, prática milenar que sempre serviu como entretenimento em vários países do planeta, não é diferente. Mas você já deve ter brincado com a sombra das mãos contra a parede quando era criança e estava entediado ou com os filhos em casa, na penumbra.

"Em um determinado período da minha infância, todas as noites, meu pai me colocava para dormir, me acompanhava até meu quarto e, quando deitava na cama, ele ia até a porta do quarto onde a luz do corredor vazava e de lá projetava sombras com as mãos. Eu tinha de adivinhar o que ele estava fazendo. Quando acabava a energia em casa, as lanternas e velas apareciam em nossas mãos e não tinha como não brincar com sombras e assombrações", recorda a dramaturga Silvia Godoy que, junto com Ronaldo Robles, dirige Urubus no Ar, que estreia nesta segunda, 29.

O espetáculo, online em tempos de pandemia de covid-19, com a participação de Rafael Soares e Charles Krai, que também dão vida aos personagens, traz uma dinâmica repleta de mistérios para o público em formato de teatro de sombras, criando um ambiente de suspense e interatividade.

"O espaço virtual abriu uma janela para o encontro neste período pandêmico. É enorme a falta que o público faz. Precisamos sentir o coração da plateia batendo e a respiração modificando junto com a cena. O público nos dá ritmo, emoção e completa o ritual desta arte do encontro. Nada substituirá as palmas. Ou olhar nos olhos do público. Encontramos uma forma de atenuar essa distância que a pandemia nos impôs através da janelinha virtual", ressalta Robles.

Inspirado no movimento cinematográfico filme noir, Urubus no Ar tem como cenário principal o tribunal de um júri, em que um réu aguarda sua sentença. O caso envolve assassinato, traição, corrupção e farsa, revelando a fraqueza do homem que, na ânsia pelo poder, consegue manipular toda e qualquer situação. "Trata de questões atuais como manipulação da população pelo poder econômico, político, mídia e a corrupção do judiciário. A trama, baseada no filme noir, apresenta um vírus mortal, compra de vacinas, assassinato daqueles que sabem demais, lobistas que influenciam as decisões do governo, mídia manipulando a opinião pública e o sistema judiciário. São elementos da narrativa do cinema noir que sempre estiveram presentes na história da nossa civilização", explica ainda Robles.

Coincidência ou não, o "arquétipo da sombra", teoria com base na Psicologia Analítica, do psiquiatra suíço Carl Jung, trata exatamente do "lado sombrio" da nossa personalidade. Seria o submundo conturbado da nossa psique, em que habitam os sentimentos mais primitivos, como a raiva, o egoísmo e os desejos que socialmente não são aceitos. Consequentemente, conteúdos altamente reprimidos. Porém, como quase tudo na vida de um ser humano, nem sempre é possível guardar esses "segredos" que, por vezes, surgem em comportamentos eticamente duvidosos. Urubus no Ar revela justamente a miséria do coração humano.

O cruzamento de duas histórias dos escritores contemporâneos Micheliny Verunschk, autora dos romances Aqui, no Coração do Inferno (Patuá, 2016) e Nossa Teresa - Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá, 2014), e Luiz Roberto Guedes, redator publicitário, jornalista, tradutor e letrista de música popular, se dá no tribunal do júri, no qual elementos da atualidade alimentam a imaginação.

Os objetos cênicos ficam distribuídos no espaço, que também recebe música e artes visuais, criando um clima perfeito de filme noir dando ainda mais vida ao teatro de sombras. "Todos os atores estão à vista do público. Toda a operação, desde a sonoplastia, iluminação, manipulação dos bonecos e objetos, estão ali na cena, fazendo parte da narrativa do espetáculo. Assim, revelamos ao público a complexidade da obra e, ao mesmo tempo, permitimos que a plateia faça suas escolhas para onde quer direcionar o olhar e como quer completar sua própria narrativa", afirma Godoy.

Com classificação de 13 anos, Urubus no Ar terá seis apresentações online gratuitas a partir desta segunda até o dia 3 de abril, às 20h, pelo canal do YouTube da Cia Quase Cinema. O grupo já participou de festivais na Alemanha, Macedônia e fez apresentações em campos de refugiados na Grécia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em outra categoria

Angelina Jolie foi vista no Brasil recentemente, de acordo com um vídeo postado nas redes sociais nessa quarta-feira, 2. Ela visitou a aldeia Piaraçu, na terra indígena Capoto-Jarina, no Mato Grosso, onde conversou com Raoni Metuktire, líder indígena caiapó e ambientalista brasileiro.

A atriz participou de conversas sobre causas humanitárias e realizou atividades como pinturas tradicionais, junto dos povos originários. Discreta, ela não publicou nada em suas redes sociais sobre o ocorrido, mas foi filmada por locais junto de lideranças indígenas.

O líder Raoni Metuktire, líder do povo Mebêngôkre-Kayapó, atua pelos direitos dos povos indígenas e é, atualmente, uma das principais vozes na luta dos povos originários no Brasil.

Angelina é conhecida por seus projetos de ajuda humanitária e por advogar em busca dos direitos das mulheres e dos povos originários.

A eliminação de Vilma ficou no passado, mas as consequências ainda reverberam dentro do BBB 25. Dois dias após a saída da nutricionista, os ânimos continuam instáveis na casa. Entre desabafos sobre lealdade, mágoas acumuladas e flertes que seguem em tom de brincadeira, a madrugada desta quinta-feira, 3, foi marcada por conversas tensas, reflexões sobre o jogo e desconfiança entre aliados.

Diego Hypolito voltou a criticar Maike, Renata disse ter se sentido usada, e os brothers se reuniram para discutir insônia, rankings de voto e a sensação de que o fim do programa está próximo. Em clima de acerto de contas, o que começou como mais uma madrugada comum se transformou em uma sessão coletiva de emoções mal resolvidas.

Diego expõe ressentimento com Maike

Na noite dessa quarta-feira, 2, Diego Hypolito desabafou com Guilherme sobre sua percepção do jogo. Durante uma conversa na academia, o ginasta revelou quem pretende indicar nas próximas votações e comentou que deve estar na mira dos adversários.

"Minha primeira opção é o Maike, segunda é João Gabriel, terceira é João Pedro, quarta é a Renata", declarou. Guilherme respondeu que inverteria apenas a ordem entre Maike e João Gabriel.

Em seguida, Diego relembrou um diálogo que teve com Maike mais cedo e disse não conseguir esquecer algumas atitudes do brother: "Hoje foi uma boa conversa com ele, mas, ao mesmo tempo, não dá para apagar tudo." Guilherme tentou aliviar: "A gente apaga lá fora, quando isso aqui terminar." O ginasta rebateu: "Não tem como apagar as coisas que acontecem aqui dentro."

Renata desabafa com Maike

Horas depois, Renata teve uma longa conversa com Maike. Ela expressou frustração com os colegas e disse estar decepcionada com a falta de união em seu grupo.

"Não éramos um time, eu era aliada, não ia ser paia. Tipo assim, de ah, então f***-se, tchau. Não, eu falei, confrontei, falei o que eu achei, falei o que eu penso sobre, resolvi deixar pra lá e perguntei, somos um time ou não somos?", relatou a bailarina.

Ela afirmou ter sido acusada de usar aliados para chegar à final. "Aí ele pegou e olhou na minha cara e disse que eu tava usando eles pra chegar na final... Como se dependesse de mim, entendeu?" Maike respondeu: "Como se não fosse o público que escolhesse."

Em tom de mágoa, Renata questionou suas decisões: "Será que eu fiz a coisa certa? Eu escolho deixar pra lá, para que a gente possa unir forças e jogar junto. Porque sozinhos aqui não temos força. Aí eu faço isso. E a pessoa faz isso comigo."

Brothers falam em insônia e calculam fim do programa

Já de madrugada, Renata se juntou a Maike, João Pedro e João Gabriel para uma conversa leve, mas com tom de despedida. Eles refletiram sobre o tempo de confinamento e tentaram prever quando será a grande final.

"Vai fazer três meses que a gente tá fechado aqui", disse João. Maike respondeu: "Vai tá acabando já, mano". O grupo estimou o "dia 100? e se mostrou animado com a proximidade do encerramento. João Gabriel resumiu: "Tá perto de acabar."

Renata, por outro lado, admitiu não conseguir dormir. "Entrei pro time da insônia, não pode", comentou, rindo. João Gabriel brincou: "Tempo de 23 é mudo." Maike completou: "Acabou até os assuntos."

Música, flerte e risos quebram o clima tenso

Mesmo com o clima pesado no início da noite, o grupo se distraiu relembrando shows das festas anteriores e cantando músicas. Maike sugeriu artistas como Chris Brown, Naldo, Gloria Groove e Thiaguinho para animar as próximas festas. Renata entrou na brincadeira e mencionou Natanzinho e Gustavo Mioto, caso algum "cearense" estivesse na final.

Mais tarde, em meio a risos e provocações leves, Maike voltou a comentar sobre sua relação com Renata. "Ela acha que eu tô zoando, velho... há 80 dias, é uma brincadeira sem fim", disse, reforçando o flerte que já foi notado por outros participantes.

A declaração surgiu quando o grupo refletia se "passou vergonha" no programa. Maike respondeu, rindo: "O quê? Só das 'botas' que eu levei da Renata..."

Sean "Diddy" Combs está sendo acusado de tráfico humano em um novo processo. O magnata da música está preso em Nova York, nos Estados Unidos, desde setembro e aguarda julgamento por crimes sexuais.

De acordo com o TMZ, um homem chamado Joseph Manzaro alega ter sido agredido e humilhado pelo rapper em 2015 em uma festa, segundo ele um evento testemunhado por Beyónce, Jay-Z e Lebron James.

Ele afirma que foi drogado e levado para Star Island, em Miami, onde acontecia a festa de Christian Combs, filho do rapper, e foi obrigado a participar de um "freak-off", uma das festas sexuais de Combs.

A acusação ainda diz que Diddy teria prendido um pênis falso em seu rosto e feito a vítima desfilar na frente dos convidados.

Manzaro explica que foi conduzido por um túnel secreto na mansão quando foi visto por Jay-Z e Beyoncé, que estranhou a situação. "O que é isso? O que está acontecendo? Por que esse homem branco seminu com uma máscara de pênis está parado na minha frente?", teria questionado.

A vítima alega que a resposta veio de um membro da equipe de Diddy: "Diddy quer que ele veja o que acontece com quem dedura. Isso faz parte da punição dele."

O processo também diz que Manzaro foi exibido à força na festa, de máscara de couro e sunga, sendo submetido a atos não consensuais.

Além das testemunhas já citadas, a vítima disse que Gloria Estefan e Emilio Estefan também presenciaram o que aconteceu. Gloria negou seu envolvimento no incidente.

O magnata da música aguarda seu julgamento, previsto para acontecer em maio.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais